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MPF denuncia milicianos por morte de policial federal no Rio

Suspeitos são acusados de atirar contra viatura descaracterizada da PF após confundirem agentes com traficantes em comunidade na zona oeste

Rio de Janeiro|Do R7

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Policial federal foi atingido na cabeça e morreu no local
Policial federal foi atingido na cabeça e morreu no local

O MPF apresentou na segunda-feira (8) uma denúncia à Justiça Federal contra dois homens que atuavam como seguranças de milicianos na comunidade do Rola, em Santa Cruz, zona oeste do Rio. Os suspeitos, conhecidos como Armeiro e Cara de Vaca, são acusados de serem responsáveis pelo assassinato do agente da Polícia Federal Ronaldo Heeren, de 59 anos, no dia 13 de fevereiro de 2020.

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A dupla, que já era foragida da Justiça Estadual, foi presa pela PF no dia 20 de fevereiro, em uma casa em Sepetiba, na mesma região.

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No imóvel, os policiais encontraram duas pistolas durante a revista, sendo uma delas utilizada para atirar contra os policiais federais, o que foi confirmado pela perícia.


De acordo com a denúncia, o agente federal Ronaldo Heeren voltava de uma operação, numa viatura descaracterizada, quando ele e o colega foram abordados por milicianos.

Os criminosos desceram do carro e fizeram diversos disparos por acreditarem que eram traficantes de drogas de uma facção criminosa.


Ronaldo foi atingido na cabeça e morreu no local, já o segundo agente conseguiu fugir e se abrigar em uma das casas da região até ser socorrido pelo reforço policial.

Com objetivo de obstruir as investigações, a milícia local determinou que a cena do crime fosse desfeita e a viatura pichada com alusões à suposta facção.

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