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MPF é contra soltura de doleiros investigados no Rio

Nove presos na operação Cambio, Desligo são investigados por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação à organização chefiada por Cabral

Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, do R7

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O MPF (Ministério Público Federal) se manifestou contrário aos pedidos de soltura e prisão domiciliar para nove doleiros alvos da operação Câmbio, Desligo, desdobramento da Força-Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Os habeas corpus em nome de Ernesto Matalon, Francisco Araújo da Costa Júnior, Henri Joseph Tabet, Paulo Aramis Albernaz Cordeiro, Patrícia Matalon Peres, Roberto Rzenzinski, Marco Antonio Cursini, Richard Andrew de Mol Van Otterloo e Sergio Mizhray vão ser julgados pelo TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2a Região) nesta terça-feira (6).


O MPF enviou ao tribunal um parecer ressaltando que as "prisões preventivas continuam indispensáveis para garantir o êxito das investigações e que uma substituição da prisão por medidas alternativas seria insuficiente para a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal". 

Deflagrada em maio, a operação Câmbio, Desligo apura a participação de doleiros na remessa de recursos supostamente desviados dos cofres públicos do governo do Estado do Rio de Janeiro para o exterior. O ex-governador Sérgio Cabral é apontado pelos investigadores como líder da organização criminosa.


STF

Na segunda (4), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes concedeu liberdade para quatro presos investigados na operação Câmbio, Desligo. Rony Hamoui, Athos Roberto Albernaz Cordeiro, Paulo Sérgio Vaz de Arruda e Oswaldo Prado Sanches foram beneficiados pela decisão.

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