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MPRJ denuncia dois PMs por morte de médica baleada após confusão com veículo suspeito

Andréa Marins Dias foi baleada no tórax e no abdômen em Cascadura; Justiça recebeu denúncia e afastou policiais de operações

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • MPRJ denunciou dois policiais militares pelo homicídio da médica Andréa Marins Dias em Cascadura.
  • Policiais confundiram o carro de Andréa com um veículo suspeito e efetuaram disparos, resultando na morte da médica.
  • Denúncia aponta dolo eventual, com base em imagens de câmeras de segurança e laudos periciais.
  • Justiça afastou os policiais das atividades operacionais e suspendeu o porte de arma funcional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Andréa Marins Dias, de 61 anos, saía da casa dos pais quando foi baleada pelos PMs em seu carro Reprodução/RECORD

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou dois policiais militares pelo homicídio qualificado da médica Andréa Marins Dias, morta a tiros após ter o carro confundido com um veículo suspeito, em Cascadura, na zona norte do Rio de Janeiro. A denúncia contra o subtenente José Jorge Ferreira Dias e o segundo-sargento Raphael Gomes Damasceno, ambos do 9º BPM, foi recebida na quarta-feira (9) pela 2ª Vara Criminal da Capital.

Segundo o Ministério Público, o crime aconteceu em 15 de março deste ano, quando os policiais procuravam veículos suspeitos de envolvimento em roubos na região.


Durante a ação, os agentes perseguiram um Corolla Cross prata, mas perderam o automóvel de vista. Na sequência, encontraram um Corolla Cross branco conduzido por Andréa, que saía da casa dos pais, e efetuaram diversos disparos sem confirmar se aquele era o veículo procurado. A médica foi atingida no tórax e no abdômen e morreu no local.

Para o MPRJ, os policiais assumiram o risco de matar ao atirarem contra o veículo sem ter certeza de que se tratava do automóvel envolvido nos crimes investigados.


A denúncia aponta dolo eventual e foi baseada em imagens de câmeras de segurança privadas e da Prefeitura, além de laudos periciais.

As investigações indicaram ainda que os disparos atingiram a traseira do carro e foram feitos de surpresa, o que teria dificultado qualquer possibilidade de defesa da vítima.


A Justiça também determinou, a pedido do Ministério Público, o afastamento dos dois policiais das atividades operacionais e do policiamento ostensivo, além da suspensão do porte funcional de arma.

Eles deverão permanecer em funções internas e estão proibidos de manter contato com testemunhas e familiares de Andréa ou de se aproximar deles a menos de 300 metros.

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