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Mulher que denunciou jogadores por estupro recebe ameaças: "Rio é pequeno, viu?"

Amigo de vítima e funcionários de hotel onde crime teria ocorrido prestaram depoimento nesta sexta-feira (30), na 4ª DP

Rio de Janeiro|Victor Tozo*, do R7, com Anabel Reis, da Record TV Rio

Mulher que denunciou estupro de jogadores recebeu ameaças em rede social
Mulher que denunciou estupro de jogadores recebeu ameaças em rede social Mulher que denunciou estupro de jogadores recebeu ameaças em rede social

A Polícia Civil colheu, nesta sexta-feira (30), o depoimento de dois funcionários do hotel da zona portuária do Rio de Janeiro onde três jogadores do Botafogo-SP teriam estuprado uma mulher de 27 anos na madrugada de segunda (26). Um amigo da jovem, que estava com ela pouco antes do caso, também foi ouvido pelos agentes.

A Polícia Civil não divulgou o conteúdo das oitivas, mas o delegado Vinícius Domingos, titular da 4ª DP (praça da República), informou à Record TV Rio que já é possível afirmar que a mulher foi vítima de violência sexual.

A jovem declarou que, após denunciar o crime, passou a receber ameaças através das redes sociais. Em mensagens, ela foi acusada de querer ganhar dinheiro com a repercussão do caso.

"Você quer ganhar dinheiro em cima disso. Não esquece que você fica na noite no Rio. Estamos de olho", diz um dos recados.

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"Oportunista do [palavrão]. Rio é pequeno, viu? Lembra disso", afirma outra mensagem.

As ameaças serão registradas junto à polícia.

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Representante de defesa de João Diogo Jennings, a advogada Graciele Queiroz informou ao R7 que está em processo de leitura do inquérito e que o atleta vai prestar seu depoimento na próxima segunda-feira (3).

Queiroz afirmou, por meio de nota, que as acusações contra seu cliente "não passam de uma busca enlouquecida por engajamento nas redes sociais" e declarou que João Diogo é inocente.

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Segundo as investigações, a vítima conheceu um dos jogadores em uma boate na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde ele comemorava a vitória do time em uma partida disputada em Resende, no interior do estado.

A mulher teria concordado em ir até o hotel onde o atleta estava hospedado, onde tiveram relações consensuais. No entanto, a vítima relatou que, durante a madrugada, outros dois jogadores, incluindo João Diogo, entraram no quarto e a forçaram a fazer sexo com os três.

A mulher afirmou que, após negar, passou a ser agredida pelo trio e que recebeu uma mordida no seio, além de ter sido xingada repetidamente.

Em nota, o Botafogo-SP declarou que rescindiu o contrato com o jogador que levou a mulher até o hotel. O clube afirmou aguardar a conclusão das investigações para decidir quais atitudes serão tomadas com os outros dois envolvidos, que receberam punições disciplinares.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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