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Novo comandante-geral da PM toma posse no Rio

Coronel Alberto Pinheiro Neto tomou posse do cargo na sexta-feira

Rio de Janeiro|Do R7

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O novo comandante-geral da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto, tomou posse do cargo nesta segunda-feira (5), no Quartel-General da PM. Segundo a corporação, a cerimônia de posse foi fechada e contou com a presença do chefe do Estado-Maior Geral, coronel Robson Rodrigues da Silva; do chefe do Gabinete do Comando-Geral, coronel Íbis Silva Pereira; e do subchefe do Estado-Maior Geral Administrativo, coronel Paulo de Souza Teixeira.

Na sexta-feira (2), o coronel assumiu o comando da Polícia Militar. A substituição foi anunciada em dezembro passado pelo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, após série de escândalos envolvendo a alta cúpula da corporação. Na ocasião, Beltrame admitiu que denúncias envolvendo a PM afetaram a imagem do comandante exonerado, coronel José Luís Castro Menezes, mas que somente as investigações poderão comprovar as acusações.


Pinheiro Neto, que estava na reserva e volta à ativa, recebe o comando da PM das mãos do coronel Ibis Silva Pereira, que estava dirigindo interinamente a corporação. Segundo Beltrame, o coronel Castro pediu para deixar o cargo alegando problemas de saúde.

No início de outubro, 16 PMs foram detidos por suspeita de sequestrar e cobrar R$ 300 mil para libertar traficantes do Morro do Dendê, na Ilha do Governador (zona norte), e de Senador Camará, na zona oeste.


Em outro escândalo revelado em setembro, a megaoperação Amigos S.A. prendeu 24 PMs, entre eles, o então chefe do COE (Comando de Operações Especiais). O coronel Alexandre Fontenelle era o número 3 da hierarquia da PM. De acordo com a denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) à Justiça, os policiais são suspeitos de exigir pagamento de propina de comerciantes, mototaxistas, motoristas e cooperativas de vans, além de empresas transportadoras de cargas na área do batalhão de Bangu (14º BPM).

Em depoimento prestado para se beneficiar da delação premiada, um sargento da PM preso na operação revelou ter ouvido de oficiais presos na Operação Amigos S.A. que todos os batalhões eram obrigados a pagar uma quantia de R$ 15 mil ao Estado-Maior da corporação. Entre os investigados, está o coronel Castro Menezes.

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