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OAB acompanhará investigação de estupro coletivo no Rio

A partir de 2ª-feira, a Ordem deve ouvir advogados da adolescente e dos suspeitos e delegados

Rio de Janeiro|Do R7

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Polícia localiza casa em que adolescente sofreu violência sexual
Polícia localiza casa em que adolescente sofreu violência sexual

O criminalista Breno Melaragno, presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro) e escalado para acompanhar o inquérito sobre o estupro coletivo sofrido por uma adolescente de 16 anos na zona oeste do Rio, afirmou neste sábado (28) que o convite feito pela Polícia Civil é uma maneira de dar "transparência" e fazer um "controle interno" dos procedimentos adotados pelos policiais.

Na opinião de Melaragno, as autoridades tomaram tal iniciativa diante do "anseio popular" para que o caso seja resolvido.


Já na próxima segunda-feira (30), Melaragno deverá ir à Cidade da Polícia, sede das delegacias especializadas na zona norte do Rio e onde o caso da menina está sendo investigado, para ficar a par dos detalhes da apuração. Além dele, devem atuar como observadoras a presidente da OAB Mulher, Daniela Gusmão, e uma representante da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente.

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Melaragno afirmou ainda que as imagens e as circunstâncias "presumem um crime bárbaro".


— Nosso papel será zelar pelas prerrogativas de todos os advogados e, consequentemente, ajudar a polícia a apurar a verdade dos fatos.

A partir de segunda, os representantes da OAB devem ouvir advogados da adolescente e dos suspeitos, bem como os delegados que atuam no caso, Alessandro Thiers, da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), e Cristiana Bento, da DCAV (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima). Os observadores poderão atuar inclusive para "evitar que qualquer mal-estar ocorra", segundo Melaragno.


Hoje, mais cedo, a advogada da vítima, Eloísa Samy, afirmou que pedirá o afastamento de Thiers das investigações. Segundo ela, o policial teria conduzido o interrogatório da garota de forma inadequada, criminalizando-a. A Polícia Civil contestou a versão e disse que trabalha de forma técnica.

Demora

Melaragno reconheceu que o caso desperta grande angústia na população para que se capturem os criminosos, mas defendeu que as autoridades ajam com cautela.

— A demora [no pedido de prisão de suspeitos] leva a ansiedade popular muito grande, mas é melhor isso do que prender sem provas. [...] A OAB sempre entendeu que prisão cautelar só se dá por extrema necessidade, e não para saciar anseios populares de culpa. A OAB milita nos direitos da mulher, contra a violência sexual e também em relação à necessidade de subsídios para a prisão. Além disso, o próprio delegado esclareceu que ainda há investigações.

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