Oito dias de greve: garis fazem nova manifestação na prefeitura e caminham pelo centro do Rio
Ruas da cidade continuam sujas e montes de lixo se acumulam nas calçadas
Rio de Janeiro|Do R7

O oitavo dia de paralisação dos garis começou com protesto em frente à sede da Prefeitura do Rio, no centro. Às 10h, cerca de 500 manifestantes tomaram a frente do prédio. O policiamento foi reforçado na região pela Polícia Militar. Por volta das 12h30, a multidão caminhou pela avenida Presidente Vargas, causando reflexos no trânsito.
Além da luta pelo reajuste salarial e melhores condições de trabalho, o movimento protesta contra as demissões de funcionários que aderiram à greve.
Enquanto o movimento composto por dissidentes do sindicato estima que cerca de mil trabalhadores aderiram à greve, o sindicato minimiza a situação e estima a adesão em cerca de 200 homens. Contudo, na quinta-feira (6), o presidente da Comlurb, Vinicius Roriz, admitiu que um a cada três garis cruzaram os braços.
Desde quarta-feira (5), policiais militares e guardas municipais tiveram de escoltar garis que não aderiram à greve ou que voltaram a trabalhar durante as realizações dos serviços em ruas do Rio. A medida foi adotada porque, segundo o sindicato, muitos funcionários da Comlurb dizem estar sendo coagidos a parar suas atividades e teriam sido até proibidos de trabalhar.
Os grevistas negam e dizem que os policiais das escoltas têm usado da violência verbal para garantir a limpeza, principalmente das ruas na zona sul do Rio. Apesar do serviço desses funcionários, ruas do Rio amanheceram mais uma vez cheias de lixos, que causam o mau cheiro por quase toda cidade.
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro intermediou negociação dos trabalhadores grevistas com a prefeitura, que aceitou suspender as demissões, caso os trabalhadores retornassem na quinta-feira (6_ a seus turnos. A proposta dos grevistas incluía, além da suspensão da demissão dos cerca de 300 garis que receberam carta da Comlurb, reajuste salarial acima dos termos firmados entre sindicato e prefeitura.
Entretanto, como a prefeitura não aceitou o aumento salarial proposto, os garis decidiram manter o movimento, segundo Alexandre Pais, gari que integra o movimento. O acordo do sindicato prevê aumento do piso salarial de R$ 802,51 para R$ 874,79. Com o complemento de 40% de insalubridade, a remuneração chega a R$ 1.224,72. Já os grevistas exigem que o piso suba para R$ 1.200, mais os 40% de insalubridade.















