'Olho para meu corpo e tenho vontade de chorar', diz mulher mantida em cárcere em hospital
Daiana Chaves Cavalcanti, de 35 anos, teve alta de unidade federal para onde foi transferida após passar por cirurgia malsucedida
Rio de Janeiro|Victor Tozo, do R7*, com Record TV Rio

A dona de casa Daiana Chaves Cavalcanti, de 35 anos, que foi mantida em cárcere privado em uma unidade de saúde da rede privada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, teve alta do Hospital Federal de Bonsucesso, para onde foi transferida, nesta segunda-feira (30).
Em casa, Daiana concedeu entrevista à Record TV Rio, na qual contou os momentos de horror que viveu no Hospital Santa Branca, sob os cuidados do médico equatoriano Bolívar Guerrero, preso pelo crime no dia 18 de julho.
"Quando eu falo o nome dele, me dá muito medo. Lembro das coisas que eu passei naquele hospital. Eu olho para o meu corpo e tenho vontade de chorar. O Hospital Federal de Bonsucesso salvou minha vida."
Daiana relatou que teria alta na última sexta (26), mas que ficou muito nervosa ao ver seu corpo e acabou não sendo liberada pela equipe médica.
"Tive sérias complicações na cabeça. Achava que ia morrer, que estava naquele lugar ainda", disse.
A mulher foi resgatada por policiais da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Caxias após a família denunciar a situação que ocorria na unidade privada. Segundo parentes, Daiana passou dois meses sendo impedida de deixar o hospital após ser submetida a uma cirurgia plástica malsucedida na barriga.
A abdominoplastia deixou a dona de casa com sequelas, incluindo a necrose dos tecidos abaixo dos seios e da barriga. Após ser retirada da unidade, passou por uma cirurgia de remoção da pele necrosada já no Hospital Federal de Bonsucesso.
Na ocasião, em nota, o Hospital Santa Branca disse que jamais tentou manter a paciente na unidade contra a vontade e restringir sua liberdade.
*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa















