ONG Rio de Paz fará ato na Cinelândia em apoio a famílias de PMs mortos
Cartazes com cruzes pretas simbolizará cada PM assassinado
Rio de Janeiro|Do R7
A ONG Rio de Paz fará um ato público na Cinelândia, centro do Rio, em solidariedade às famílias dos policiais militares mortos nesta segunda-feira (17). O evento está marcado entre as 18h30 e 19h30 e tem como objetivo cobrear do poder público o apoio aos familiares dos mortos.
Na última semana, três policiais foram mortos no Rio. Leidson Acácio, de 27 anos, foi assassinado na quinta-feira (13), após ser atingido por um tiro na cabeçadurante patrulhamento no Complexo da Vila Cruzeiro, zona norte do Rio. No sábado (15), em Cordovil, o soldado Leonardo Nascimento, de 27 anos, foi morto após ser reconhecido como policial por três criminosos. Ele era lotado na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha.
Durante a madrugada do dia 15, o cabo Alexandre da Costa Pereira, de 35 anos, morreu ao abordar um bando que tentava arrombar um caixa eletrônico, na rodovia Washington Luís, altura de Santa Cruz da Serra. Ele chegou a ser levado para o hospital das Clínicas Saracuruna, mas não resistiu.
Segundo a organização, velas e 140 cartazes com cruzes pretas simbolizando o número de PMs mortos entre os anos de 2007 e 2014. Os manifestantes usarão camisas pretas durante ação, que será silenciosa e pacífica. A ONG também vai cobrar implementações de políticas públicas nas comunidades pobres.
Ao todo, 18 policiais já morreram em 2014. O dado chama ainda mais a atenção quando comparado ao ano passado, pois em menos de quatro meses, o número de mortos deste anos é o mesmo do total em 2013 todo.
No mês passado, a policial militar Alda Rafael Castilho morreu também no Parque Proletário, na Vila Cruzeiro, numa troca de tiros com traficantes. Outro PM e um casal de moradores da favela ficaram feridos.
Com a morte de Leidson, a Secretaria de Segurança ordenou que o policiamento fosse reforçado nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio. Durante o fim de semana, os agentes realizaram adequações e reconhecimento de área.
No sábado (15) pela manhã, agentes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) chegaram aos dois conjuntos de favelas. Os caveiras iniciaram a ação ao meio-dia.
De acordo com o coronel Frederico Caldas, coordenador das UPPs, os vinte pontos mais críticos dos complexos serão ocupados. Além de reforçar a segurança, a presença do Bope tem o objetivo de treinar policiais de UPP com novas técnicas de abordagem e planejamento.
Na tarde de sábado, as comunidades receberam o apoio de mais 300 policiais militares, dando início a uma força-tarefa para combater a tentativa de refortalecimento do tráfico na região.















