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Operação da PM que busca suspeitos de ataques a UPP deixa 6 mortos em morro do Rio

Ação acontece no Morro do Juramento; soldado foi morta em ataque no domingo (2)

Rio de Janeiro|com R7

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Armamento apreendido em operação no Juramento nesta terça
Armamento apreendido em operação no Juramento nesta terça

Já chega a seis o número de mortos na operação da Polícia Militar no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na zona norte do Rio de Janeiro. Policiais militares do 41°BPM (Irajá) iniciaram a operação na manhã desta terça-feira (4). Houve confronto.

Os seis suspeitos morreram a caminho do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Dois PMs estão entre os feridos. Eles passam bem — um terceiro sargento foi atingido na panturrilha esquerda e um cabo, na coxa esquerda. Os policiais foram levados para a mesma unidade de saúde.


Um suspeito foi preso. Foram apreendidos quatro fuzis, cinco carregadores 556, dois carregadores 9 mm, quatro carregadores 9mm, cinco granadas e material entorpecentes não contabilizados.

O objetivo da operação é prender traficantes de facção criminosa que participaram no domingo passado (2) do ataque à base da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Parque Proletário, na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha (zona norte), que resultou na morte de uma PM.


Ataques a favelas pacificadas

Um tiroteio no Complexo da Penha provocou a morte da policial militar Alda Rafael Castilho. A agente, que trabalhava na UPP local, foi atingida na cabeça e chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu ao ferimento. Ainda de acordo com a polícia, três pessoas ficaram feridas. Um casal que passava de carro pelo local do tiroteio foi baleado. Além deles, um policial que também trabalha na UPP local foi atingido na coxa e tem quadro estável.


O tiroteio foi o nono ataque de criminosos a comunidades pacificadas no Rio nesta semana.

Na noite de sábado (1º), na Rocinha, zona sul da cidade, PMs e traficantes entraram em confronto na localidade conhecida como Máscara. Os bandidos conseguiram fugir. O policiamento foi reforçado e buscas foram feitas, sem sucesso. Também na Rocinha, outros três confrontos entre policiais e criminosos provocaram pânico nesta semana. Uma bala perdida matou o morador Edilson Rodrigues Cardoso, de 33 anos.


Beltrame critica leis

O secretário de Segurança do Estado do Rio, José Mariano Beltrame, criticou indiretamente os órgãos federais responsáveis pelo controle das fronteiras do País e as leis de execução penal ao ser questionado nesta segunda-feira (3) se o programa das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) está em crise. — Armas, munições e drogas não são feitas no Rio. As ordens vêm dos presídios. Pessoas presas voltam rapidamente às ruas porque a lei legitima isso. Então, por que só as polícias do Rio têm que falar das consequências dessas etapas que acabei de narrar?

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