Operação prende empresários e policial suspeitos de fraudar hospitais da PM no Rio
Aparelhos de ar-condicionado de hospitais da PM foram instalados em casas de oficiais
Rio de Janeiro|Do R7
A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e o Ministério Público do Rio de Janeiro, com apoio operacional da corregedoria da Polícia Militar, deflagraram nesta sexta-feira (11) a Operação Carcinoma II. A operação cumpriu mandados de prisão preventiva contra três empresários e uma capitã enfermeira da Polícia Militar.
Eles são acusados de participação em esquema de desvio de recursos do Fundo de Saúde da Polícia Militar, além do recebimento de propina e envolvimento em fraudes em licitações. Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 20ª Vara Criminal da Capital. Durante o cumprimento de um desses mandados, um tenente e o filho dele, soldado da PM, foram presos em flagrante por porte ilegal de arma. Com eles, foram encontradas pistolas com numeração raspadas, carregadores e munições.
Desvio de ar-condicionado
De acordo com a denúncia, a empresa M&C Comércio e Soluções de Equipamentos foi contratada pela PM, sem licitação específica, para o fornecimento de 200 aparelhos de ar-condicionado, com potência de 22 mil BTUS, destinados ao Hospital Central da PM e ao Hospital da PM de Niterói, pelo valor total de R$ 560 mil. Apenas 25% foram entregues e, mesmo assim, em qualidade e especificações diferentes e inferiores ao exigido. Alguns foram desviados e instalados em residências de oficiais da polícia.
O subsecretário de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança, Fábio Galvão, afirmou que o poder público está empenhado em combater a corrupção policial.
— Através da farta documentação apreendida na primeira fase, temos conseguido aprofundar as investigações e dar continuidade às diligências, com intuito de responsabilizar os envolvidos nesta organização criminosa. A Secretaria de Segurança, a Corregedoria da PM e o Ministério Público estão empenhados no combate irrestrito aos desvios de conduta e corrupção policial, com objetivo de levar à Justiça todos os responsáveis por estas fraudes.
Segundo o promotor Cláudio Calo Sousa, as investigações continuam com o objetivo de identificar mais suspeitos.
— A segunda fase da Operação Carcinoma foi exitosa com a produção de elementos que ratificam as denúncias oferecidas pelo Ministério Público. As investigações prosseguem em busca de informações com o fim de identificar novos fatos e agentes transgressores.
Operação Carcinoma
A Operação Carcinoma II é um desdobramento da Operação Carcinoma, realizada em dezembro de 2015. Na ocasião, foram cumpridos 21 mandados de prisão, dos quais 11 contra oficiais da Polícia Militar e um contra uma funcionária administrativa contratada pela PM. Também foram cumpridos cerca de 40 mandados de busca e apreensão.















