Para Beltrame, série de ataques a UPPs pode ter sido ordenada de presídios federais
Na quinta-feira (13), mais um policial foi morto em serviço e engrossou estatística alarmante
Rio de Janeiro|Do R7

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, evita taxar como verdade absoluta, mas considera que são boas as chances de a recente série de ataques a UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) ter sido ordenada por traficantes que cumprem pena em presídios federais fora do Estado.
— Existem duas possibilidades. Uma, obviamente, [ter partido ordem] de dentro dos presídios. Nós temos também questões de policiais em patrulhamento que encontram bandidos armados e o confronto é inevitável. Há pessoas que ficam de tocaia em determinado local esperando a passagem dos PMs, até porque a estrutura urbana facilita isso.
Beltrame disse ainda que não há provas de que a morte do tenente Leidson Acácio Alves, ocorrida na quinta-feira (13) na Vila Cruzeiro, tenha sido arquitetada de dentro algum presídio. Por outro lado, afirmou que os detentos são sim responsáveis por organizar outros crimes no Rio de Janeiro e condenou a facilidade com que eles se comunicam com o lado de fora.
— O preso em certos lugares recebe visita íntima, familiares e advogados. E isso mostra que a solução não está só na polícia.
Mais de 10 PMs mortos em 2014
O tenente Leidson Acácio é o 16º PM a morrer em serviço em 2014 — média de um PM a cada cinco dias.Ele se formou na Academia de Polícia Militar D. João VI, Sulacap, em dezembro de 2013. O militar era casado.
O dado chama ainda mais a atenção quando comparado ao ano passado. Em 2013, de janeiro a dezembro, foram notificadas as mortes de 18 PMs em serviço (uma morte a cada 20 dias). A média atual é quatro vezes maior.
No mês passado, a policial militar Alda Rafael Castilho morreu também no Parque Proletário, na Vila Cruzeiro, numa troca de tiros com traficantes. Outro PM e um casal de moradores da favela ficaram feridos.















