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Para Ministério Público, objetivo dos policiais era matar Matemático, não prender

O inquérito sobre a morte do criminoso foi desarquivado após a divulgação do vídeo da operação

Rio de Janeiro|Do R7

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Do helicóptero, agentes da Polícia Civil miraram em Matemático. Morte ocorreu em maio de 2012
Do helicóptero, agentes da Polícia Civil miraram em Matemático. Morte ocorreu em maio de 2012

A Assessoria Criminal do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) elaborou um parecer que conclui que policiais civis tiveram o objetivo de matar o traficante Matemático no Complexo da Coreia, na zona oeste do Rio, e não de prendê-lo, como seria o adequado. O inquérito sobre a operação ocorrida em 11 de maio de 2012 foi desarquivado nesta semana, após a divulgação de um vídeo em que agentes em um helicóptero aparecem atirando no carro do criminoso.

Devido ao grande número de disparos efetuados pelos policiais em uma área residencial, a ação foi considerada imprudente pela chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, que exigiu o afastamento do piloto Adonis Lopes de Oliveira. Ele era o atual chefe do Saer (Serviço Aeropolicial).


O Ministério Público, em parecer assinado pelo procurador Antonio Carlos Biscaia, usou a gravação do áudio dos policiais em ação para comprovar que o os agentes tinham a intenção de eliminar o traficante. O documento contém a transcrição de cerca de 1 hora e 21 minutos de diálogos tinha expressões como "Prepara!", "Vâmo incendiá?" e "Pega, pega, pega!". Matemático era tratado como “alvo”.

O deputado estadual Marcelo Freixo entregou um DVD contendo as imagens da ação ao procurador-geral foi entregue ao procurador-geral de Justiça Marfan Martins Vieira. Insatisfeito com a conduta dos agentes, Freixo comentou com internatuas em uma rede social: “A favela não pode ser vitima da barbárie do trafico e do despreparo da policia. Aquela ação não representa a Polícia Civil. O que desmoraliza a policia é a corrupção e as ações ilegais. A crítica serve para avançarmos”.

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