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Paralisação dos rodoviários: Pezão diz que não vai tolerar atos de vandalismo

Mais de 300 ônibus foram depredados durante manifestações nesta quinta-feira

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Ônibus tiveram vidraças quebradas
Ônibus tiveram vidraças quebradas

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse nesta quinta-feira (8) que não vai tolerar atos de vandalismo durante a paralisação dos rodoviários do município do Rio de Janeiro. Segundo o governador, os policiais militares têm ordens de prender e encaminhar para a delegacia quem depredar os coletivos.

— Vamos desobstruir as pistas. Não vamos tolerar que se feche, que se façam piquetes. Quem depredar ônibus, vai ser preso. É vandalismo. Isso não ajuda em nada o trabalhador. Sabemos que isso é uma greve fora do sindicato. O sindicato antecipou o reajuste. Nós vamos cumprir a lei. Não vamos tolerar vandalismo no Rio de Janeiro, depredação de patrimônio público ou privado e fechamento de pistas.


Pezão disse ainda que está totalmente aberto ao diálogo e que, com ações violentas, os manifestantes não vão conquistar nenhum benefício.

— Eu recebo todas as categorias que me pedem. Eu nunca deixei de receber nenhum movimento sindical. A gente vai sempre na linha do diálogo. O nosso governo é de diálogo. Agora, com depredações, vandalismos, não vai avançar.


O prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou que está cobrando da Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus do Município do Rio) uma solução para a paralisação e não descarta punir a concessionária.

— Não posso negociar com funcionário que não é meu. Eu negocio com os meus funcionários. Isso eles discutem com os patrões deles. O que eu posso fazer é obrigar a Rio Ônibus a resolver essa situação sob penas contratuais. Tem penas contratuais, até a cassação da concessão—, explicou.


De acordo com Paes, todo trabalhador tem direito a fazer manifestações populares. No entanto, isso não permite que os grevistas depredem ônibus e impeçam que colegas de trabalho continuem o serviço.

— Os motoristas são funcionários das empresas. Eles recebem a passagem todo dia dos trabalhadores que pegam o ônibus. Uma passagem que foi reajustada e, até onde eu entendi, permitiu o reajuste aos motoristas de ônibus. Conversei com o presidente da Rio Ônibus hoje. Ele disse que está tomando as medidas cabíveis. Pedi para que a Secretaria de Transportes planeje alguma contingência, principalmente, para a volta pra casa—, completou o prefeito.

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