Pezão não descarta racionamento de água no RJ se seca se prolongar
Governador disse que Dilma quer estudos para captação de água de reúso e por dessalinização
Rio de Janeiro|Do R7
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), não descartou nesta quarta-feira (28) a possibilidade de racionamento de água no Estado caso a seca se prolongue, mas disse que neste momento essa medida ainda não é necessária.
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Pezão afirmou ainda, após participar de reunião em Brasília com a presidente Dilma Rousseff, que a prioridade do Estado será o consumo humano e não empresarial.
— Nesse momento a gente não quer tomar nenhuma dessas medidas [racionamento ou sobretaxa para quem aumentar o consumo de água] porque ainda não é necessário. Mas nada está afastado se essa seca se prolongar... Se não chover o suficiente, nós vamos tomar outras medidas.
Segundo Pezão, a previsão do governo federal é de que o período seco irá se prolongar. O governador disse que Dilma pediu que o Estado aprofunde os estudos para captação de água de reúso e por dessalinização.
Pezão disse ainda que o governo local fará uma reunião na quinta-feira (29) com as empresas sediadas no Estado para que acelerem seus estudos de captação de água de outras fontes.
— O que a gente está fazendo é um grande chamamento às empresas, as empresas a gente vem alertando, tem empresa que foi alertada em 2003. Não queremos prejuízo de ninguém. Agora, se alguém for penalizado vão ser as empresas primeiro e não o abastecimento humano, que dá para a gente garantir por um bom tempo ainda.
A região Sudeste do País enfrenta escassez de chuvas, com níveis abaixo da média histórica e temperaturas altas desde o ano passado.
Na semana passada, o reservatório de Paraibuna, uma das quatro represas do rio Paraíba do Sul que abastecem com água a região metropolitana do Rio de Janeiro, esgotou seu volume útil, enquanto os outros reservatórios do rio estavam em níveis próximos do esgotamento.
Em São Paulo, que enfrenta crise hídrica grave, o racionamento para a região metropolitana poderá ocorrer, no pior cenário, por cinco dias na semana e sendo retomado nos outros dois, segundo o diretor da companhia de água do Estado, a Sabesp, Paulo Massato.
Mais cedo, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), também se reuniu com a presidente e disse que, caso os consumidores não consigam reduzir o uso de água em pelo menos 30% em relação ao ano passado, o Estado terá que adotar rodízio e até mesmo um racionamento de água.















