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PF mira líderes de organização suspeita de desviar R$ 45 milhões da Caixa no Rio e em SP

Segunda etapa da Operação Infiltrados cumpre quatro mandados de prisão e apura ameaças e tentativa de cooptação de servidores

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Infiltrados, visando líderes de uma organização criminosa que desviou R$ 45 milhões da Caixa Econômica Federal.
  • Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva no Rio de Janeiro e em São Paulo, visando desarticular a estrutura criminosa.
  • Os suspeitos tentaram obstruir as investigações por meio de cooptação de servidores e ameaças contra investigadores.
  • A operação revelou participação de servidores públicos e apoio de pessoas ligadas à contravenção para dificultar as apurações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Agentes cumprem mandados de prisão no Rio e em São Paulo Reprodução/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (18), a segunda fase da Operação Infiltrados, voltada contra líderes de uma organização criminosa investigada por furtos eletrônicos de valores de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal. Os agentes cumprem quatro mandados de prisão preventiva nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Segundo a PF, os alvos são apontados como líderes do grupo e teriam continuado a interferir nas investigações mesmo após terem sido submetidos a medidas de busca e apreensão e indiciamentos. A nova etapa da operação busca desarticular a estrutura criminosa por meio da prisão dos principais integrantes.


As investigações apontam que os suspeitos teriam tentado obstruir o trabalho da Justiça por meio da cooptação de servidores da Justiça Federal e de ameaças contra investigadores. A organização também teria utilizado pessoas com acesso a informações privilegiadas para dificultar o avanço das apurações.

A primeira fase da investigação, denominada Operação Trampo, identificou que o grupo teria subtraído aproximadamente R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários da Caixa. De acordo com a PF, os valores foram obtidos por meio do acesso indevido a dados sigilosos.


Com o aprofundamento das investigações, os policiais federais também identificaram a participação de servidores públicos e outros suspeitos no esquema. Eles seriam responsáveis por auxiliar na obstrução de eventuais investigações e no vazamento de informações. A apuração também apontou suporte de pessoas ligadas à contravenção.

Os investigados já respondem pelos crimes de furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Com o avanço da segunda fase, eles também poderão responder por obstrução violenta da Justiça e violação de sigilo funcional, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados durante a continuidade das investigações.


A Operação Infiltrados busca agora aprofundar a apuração sobre a estrutura da organização e identificar todos os envolvidos na subtração dos valores e nas tentativas de interferência no trabalho das autoridades.

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