PM abre inquérito para expulsar 6 oficiais suspeitos de integrar esquema de propina no Rio
Outros 18 PMs presos terão conduta avaliada pelo Conselho de Disciplina
Rio de Janeiro|Do R7

A Polícia Militar instaurou um inquérito para expulsar seis PMs presos na Operação Amigos S.A. suspeitos de participarem de esquema de propina no Batalhão de Bangu (14º BPM). Entre eles, está o chefe do COE (Comando de Operações Especiais), o coronel Alexandre Fontenelle.
O conselho será presidido pelo coronel Sérgio Luiz Mendes e o coronel Décio Lima do Bombim será o interrogante e relator.
Segundo a PM, também foi aberto o Conselho de Disciplina para avaliar a conduta dos 18 praças presos na mesma operação. O inquérito deverá durar 30 dias inicialmente e pode ser prorrogado de acordo com o andamento do processo, segundo informou a polícia.
Na segunda-feira, mais dois PMs foram presos em um desdobramento da operação Amigos S.A, que capturou, em 15 de setembro, 24 PMs.
Segundo a Secretaria Estadual de Segurança, os dois agentes participavam do esquema de cobrança de propina de comerciantes, mototaxistas e ambulantes na área do 14º BPM. São eles o capitão Diego Soares Peixoto, atualmente lotado no Batalhão do Méier (3º BPM), e o sargento Romildo Rodrigues Silva, do Coe (Comando de Operações Especiais).
Os agentes da Secretaria de Segurança contaram com o apoio do Gaeco (Grupamento de Atuação Especial de Combate ao Crime Especial) do Ministério Público para efetuar os dois mandados de prisão. Peixoto e Silva foram denunciados por um policial militar envolvido no esquema, que recebeu o benefício da delação premiada e está em liberdade.
Comandante se defende
O comandante-geral da Polícia Militar do Rio, coronel José Luís Castro de Menezes, convocou uma coletiva de imprensa na sexta-feira (26) para comentar sobre a investigação que o Ministério Público instaurou a fim de checar denúncias do envolvimento do Estado-Maior da corporação no escândalo das propinas, revelado na semana passada.
O coronel Menezes afirmou que não tem nada a esconder do MP e reforçou que não vai entregar o cargo, como foi noticiado por sites na noite de quinta-feira.
— Eu estou muito tranquilo. Se tivesse alguma coisa, certamente nós já teríamos sido presos na semana passado.
O Ministério Público quer saber se os oficiais da Polícia Militar sabiam das propinas ou se recebiam alguma quantia no esquema.
Veja o vídeo:















