PMs podem ser julgados novamente por morte de Patrícia Amieiro
Em depoimento, nova testemunha do caso teria declarado que viu a engenheira sendo retirada do carro pelos agentes ainda viva
Rio de Janeiro|Ana Beatriz Araújo, do R7*, com Record TV Rio
Os policiais militares envolvidos na morte da engenheira Patrícia Amieiro podem ser novamente julgados. Eles foram inocentados em julgamento que ocorreu em 2019.

O caso pode sofrer uma reviravolta já que surgiu uma nova testemunha ocular do desaparecimento de Patrícia, em 2008. O homem, que é um taxista, afirmou ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) que teria a visto ser retirada viva do carro após o veículo ter sido atingido por disparos feitos pelos PMs.
Com isso, a Justiça decidiu aceitar o recurso para realizar um novo julgamento.
“O depoimento apresentado pela testemunha não só informa a dinâmica ocorrida antes do fato, como ele também visualiza o fato. E mais que isso ele acompanha a conversação dos policiais... É uma testemunha bastante importante.”, disse o advogado da família, Alexandre Dumans.
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A defesa dos PMs acusados havia solicitado à Justiça que o depoimento do taxista fosse retirado dos autos, alegando que era inoportuno e que não poderia ser apresentado tanto tempo depois. O advogado Luiz Felipe Alves afirmou que a denúncia não anula o julgamento que inocentou os agentes.
“Não houve qualquer novidade. O processo ainda encontra-se em fase de elaboração de razões recursais pelas três partes: defesa, Ministério Público e acusação.”, afirmou.
Caso Patrícia Amieiro
Em 2008, Patrícia desapareceu enquanto voltava de uma festa na Urca, zona sul da cidade. Apesar do carro da engenheira ter sido localizado no canal de Marapendi com perfurações de bala, seu corpo nunca foi encontrado.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Celso Fonseca















