“Pode manchar a imagem do Judiciário”, diz corregedor sobre carro de Eike estacionado na garagem de juiz
Titular da 3ª Vara Criminal terá que explicar declarações dadas à imprensa
Rio de Janeiro|Do R7

Após o juiz Flávio Roberto de Souza ter sido flagrado dirigindo o Porsche Cayenne do empresário Eike Batista, o corregedor regional da Justiça Federal da 2ª Região, desembargador federal Guilherme Couto de Castro, reprovou a atitude do magistrado e demonstrou preocupação com a repercussão do caso, nesta quarta-feira (25).
Em nota, Guilherme Couto de Castro afirmou que nenhum carro apreendido pode ser mantido na garagem do juiz: "Não há qualquer cabimento em depositar bens no edifício particular do próprio magistrado, fato embaraçoso, apto a gerar confusão e manchar a imagem do Poder Judiciário".
Além disso, o desembargador federal Guilherme Couto determinou a abertura de uma nova sindicância para apurar supostas declarações do juiz federal dadas à imprensa. Numa das entrevistas, Flávio Roberto de Souza teria dito que "dirigir carro de réu é normal".
Neste caso, Couto diz que "esta Corregedoria quer crer que o magistrado não tenha dado esta declaração ou que tenha sido mal interpretado, já que o procedimento é inédito nesta Justiça Federal da 2ª Região e não há qualquer notícia, felizmente, de que outros magistrados tenham agido assim".
A Justiça reteve de Eike Batista seis carros, um iate, 16 relógios, uma escultura, mais de R$ 127 mil em espécie (sendo R$ 37 mil em moedas estrangeiras), como garantia para pagar credores, em uma eventual condenação do empresário, processado por crimes contra o mercado financeiro.















