Polícia Civil apura "abuso de autoridade" de PMs suspeitos de forjar flagrante em protesto
Os dois policiais foram afastados do grupo de patrulhamento em manifestações
Rio de Janeiro|Do R7

Os dois policiais suspeitos forjar provas para apreender um menor durante a manifestação dos professores em frente à Câmara de Vereadores, na última segunda-feira (30), foram afastados do grupo que faz o policiamento nos protestos, conforme informou a Polícia Militar. A corporação abriu uma sindicância para apurar o ocorrido.
A Polícia Civil vai investigar o suposto caso de "abuso de autoridade" e chamará os PMs para prestar depoimentos. Eles foram identificados como tenente Andrade, que trabalha em um batalhão da Baixada Fluminense, e major Pinto, de um batalhão do centro do Rio.
Apesar de não trabalharem mais em manifestações, os dois PMs continuarão nas ruas normalmente enquanto ocorrem as investigações, conforme informou a Polícia Militar.
Um vídeo, veículado pelo jornal O Globo, mostra um policial jogando um explosivo no chão e depois pegando o artefato como se tivesse achado dento da mochila do adolescente. O rapaz foi algemado e levado para uma delegacia da região, enquanto pessoas ao redor tentavam alegar aos gritos que o jovem era inocente. A PM negou, em uma nota divulgada na quarta (2), que houve uma apreensão forjada.
Segundo a PM, o “menor exposto no vídeo sendo detido pela PM não teve imputada a ele nenhuma posse de morteiro ou similar. Não houve flagrante. Ele foi conduzido para a delegacia onde foi feito apenas um registro de Conduta Atípica, sem atribuir a ele posse de nenhum material”.
Mas no vídeo, o menor não aparece realizando nenhuma “conduta atípica”, como alega a polícia. Ele caminhava com um grupo pela Cinelândia quando foi escolhido para passar por uma revista. Um PM se aproximou, segurou o jovem pela camisa e o algemou.
De acordo com a nota da PM, “minutos antes de sua detenção, o menor foi visto em correria junto com outros manifestantes mascarados. A autoridade policial o deteve apenas para averiguação. Ele foi liberado na delegacia na presença de uma responsável”.















