Rio de Janeiro Polícia desarticula grupo de milicianos na zona oeste do Rio

Polícia desarticula grupo de milicianos na zona oeste do Rio

Cinco mandados de prisão foram cumpridos e outros 11 ainda estão em andamento, entre eles dois policiais militares

Operação vis
a cumprir 16 mandados de prisão

Operação vis a cumprir 16 mandados de prisão

Reprodução/Record Tv Rio

Uma operação, chamada de Ponto Firme, do MP-RJ com apoio da Polícia Civil e da Corregedoria da PM busca desarticular nesta quinta-feira (9), uma organização criminosa de "narcomilicianos" atuante em Vargem Grande, zona oeste do Rio.

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Cinco mandados de prisão foram cumpridos e outros 11 ainda estão em andamento, entre eles dois policiais militares acusados de serem responsáveis por crimes como tráfico de drogas e armas de fogo, além de extorsões, homicídios, agiotagem e corrupção ativa.

Além disso, a ação executa 51 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo que age na região de Vargem Grande, Vargem Pequena e proximidades. 

De acordo com delegado da DH-Capital (Delegacia de Homicídios) Antônio Ricardo, a quadrilha age com violência, matam desafetos e ameaçam policiais civis

"É importante que eles sejam presos e respondam presos para segurança não só da sociedade como também dos policiais que participaram da investigação", disse.

Segundo Daniel Rosa, delegado da DH-Capital, a organização atua há dois anos. Além disso, a quadrilha pode estar envolvida na chacina que aconteceu em Vargem Grande, há pouco mais de um mês.

"Temos a prisão de mãe e filho, de dois irmãos e vimos que esse é um grupo organizado e que qualquer agente do Estado que tentasse limitar atuação criminosa desse bando, eles agiam com violência, truculência. Inclusive, dados apontam que eles teriam plano para matar um policial civil que vinha investigando e tentando reprimir", afirmou.

As investigações deram início após a morte de um homem no final do ano de 2018. Foi constatado que a vítima teria sido morta por contrariar interesses do grupo. Escutas telefônicas autorizadas pelo Judiciário demonstraram a existência da organização, liderada por um capitão da Polícia Militar foragido na Região dos Lagos.

Além dele, outro policial militar, conhecido como Biro era responsável por garantir a proteção dos demais membros do grupo, sem que forças externas os incomodassem, inclusive interferindo em ações da Polícia Civil.

A operação está em andamento e foram apreendidas drogas e munições.

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