Polícia desarticula provedor clandestino de internet ligado ao tráfico no Camorim, no Rio
Moradores eram obrigados a contratar serviço e empresas regulares estariam impedidas de atuar na região
Rio de Janeiro|Do R7
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A Polícia Civil desarticulou um provedor clandestino de internet que funcionava no Camorim, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (10). A ação foi realizada por agentes da DDSD (Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados), com apoio de técnicos da I-Systems e de peritos do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli).
Segundo informações obtidas durante o trabalho de inteligência, moradores da região estariam sendo obrigados a contratar o serviço clandestino. A investigação aponta ainda que a atividade teria ligação com o Comando Vermelho e que empresas regulares e outros provedores de internet estariam impedidos de prestar serviços na localidade.
A prática investigada faz parte de um modelo de exploração ilegal de serviços considerados essenciais. De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizaria a imposição de um monopólio local para cobrar valores dos moradores e obter recursos destinados ao financiamento de atividades criminosas.
Durante a operação, os policiais apreenderam diversos equipamentos utilizados na estrutura de telecomunicações. Entre o material recolhido estão duas OLTs, dois roteadores, dois switches, um EDD e quatro CTOs.
Também foram encontrados cabos drop pertencentes às operadoras Tim e VTAL. Segundo a investigação, parte dos equipamentos apreendidos pode ter sido furtada de concessionárias, o que motivou a apuração relacionada à origem dos materiais.
O proprietário do provedor clandestino não foi localizado durante a ação. Ele será responsabilizado pelo crime de receptação qualificada, de acordo com as informações da Polícia Civil.
Todo o material recolhido será submetido à perícia do ICCE. O objetivo é identificar a procedência dos equipamentos e verificar se existem registros de furto ou outras irregularidades relacionadas aos produtos.
A investigação também busca identificar possíveis fornecedores, financiadores e distribuidores envolvidos na estrutura clandestina. Os agentes apuram ainda a extensão do esquema e a eventual participação de outras pessoas na exploração irregular do serviço de internet.
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