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Polícia espera Luiz Antonio e pai do jogador para depoimentos nesta quinta

O atleta do Flamengo é investigado por suposto elo com milicianos na zona oeste

Rio de Janeiro|Do R7

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Luiz Antonio teria tentado aplicar o golpe do seguro
Luiz Antonio teria tentado aplicar o golpe do seguro

O jogador do Flamengo Luiz Antonio e o pai dele, Luiz Carlos Soares, são esperados na tarde desta quinta-feira (14) na Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) para prestarem depoimentos sobre o suposto envolvimento deles com milicianos na zona oeste do Rio.

Desde segunda-feira (11), quando a polícia divulgou detalhes da investigações, Luiz Antonio não vem treinando no Flamengo. Ele é um dos principais atletas do elenco e atuou como titular na última partida do Campeonato Brasileiro, contra o Sport.


O jogador alegou ser inocente sobre o suposto “golpe do seguro do carro” a que é investigado, conforme informou o advogado do Flamengo, Michel Assef Filho, que vai acompanhar Luiz Antônio.

— O jogador me esclareceu todo o ocorrido e afirmou ser inocente das acusações feitas.


Investigações apontam que o jogador teria presenteado o ex-policial Marcos José de Lima, um dos líderes milicianos, com um Ford Edge, avaliado em R$ 130 mil. Dias depois, o pai do jogador registrou o suposto roubo do mesmo carro. O policial que fez o registro foi preso na semana passada, acusado de integrar a milícia. A polícia diz acreditar que o jogador tentou aplicar o golpe contra a seguradora, a fim de receber o valor do veículo.

Milícia capturada


Na semana passada, a Draco prendeu ao menos 21 suspeitos de atuar em quadrilha de milicianos em Campo Grande, zona oeste. Pelo menos sete policiais militares, um policial civil, um bombeiro e um agente penitenciário participavam do esquema. Durante a ação,foram apreendidos seis carros, uma moto, seis pistolas, uma carabina e R$ 7.852.

Chamada "Tentáculos", a operação buscava cumprir 27 mandados de prisão e 90 de busca e apreensão. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a quadrilha de milicianos que atuava na venda e locação ilegal de 1.600 imóveis do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida chegava a faturar R$ 1 milhão por mês.

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