Polícia identifica casa por onde passou grávida que morreu após aborto
Uma faxineira que estava no imóvel foi conduzida à delegacia para prestar depoimento
Rio de Janeiro|Do R7

Policiais civis identificaram na manhã desta terça-feira (23) uma casa no bairro Sapê, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, para onde Elizângela Barbosa, de 32 anos, que morreu após um aborto, foi levada.
A polícia apreendeu no local medicamentos, inclusive de uso veterinário, e um computador. As apreensões serão submetidas a perícia para verificar se têm relação com aborto. A polícia não confirma se Elizângela foi submetida a aborto na casa em questão.
Uma faxineira que estava no imóvel foi conduzida à delegacia para prestar depoimento.
O delegado Adilson Palácio, responsável pelas investigações afirmou que não era a primeira vez que Elizângela tentava interromper a gravidez de quatro meses. De acordo com o delegado, a mulher procurou a clínica depois de complicações em uma tentativa de aborto com medicamentos.
— Elá já tinha tentado um aborto há alguns meses através de medicamentos adquiridos ilegalmente, que não foram eficazes. Isso a fez procurar a clínica clandestina garantir a interrupção da gravidez.
Elizângela Barbosa saiu de casa com o marido e os três filhos, no último sábado (20), para ir até o ponto de encontro com o homem que ficaria encarregado de levá-la até a clínica de aborto.
Segundo a polícia, após complicações, ela foi abandonada no acesso de uma comunidade na região. Os traficantes teriam obrigado um morador a levar a jovem até o Hospital Estadual Azevedo Lima, onde ela morreu.
Os suspeitos cobraram cerca de R$ 2.800 pelo procedimento. Ainda segundo a polícia, o material cirúrgico foi encontrado dentro do corpo de Elizângela, que estava grávida de quatro meses. O material foi encaminhado à perícia para saber se foi utilizado durante o aborto.
O corpo de Elizângela Barbosa será enterrado às 16h30 desta terça-feira (23), no cemitério Maruí Grande, no Barreto, em Niterói.
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Caso Jandira
Jandira Magdalena dos Santos desapareceu no último dia 26, após sair de casa para fazer um aborto em Campo Grande, na zona oeste do Rio. A polícia investiga o paradeiro do corpo da jovem.
Cinco pessoas estão presas suspeitas de envolvimento no desaparecimento de Jandira. Na semana passada, a motorista que levou a vítima para realizar aborto em uma clínica clandestina se entregou a polícia. Segundo as primeiras informações, ela teria ligado para a dona clínica, Rosemere Aparecida Ferreira, informando complicações no aborto de Jandira.
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