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Polícia investiga se candidato a vereador impediu distribuição de jornais com denúncia contra ele em São Gonçalo

MP denunciou o candidato Eduardo Gordo por desvio de recursos da saúde no município

Rio de Janeiro|Do R7

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Vereador teria impedido distribuição de jornal em São Gonçalo
Vereador teria impedido distribuição de jornal em São Gonçalo

Após a repercussão de que o candidato a vereador de São Gonçalo Aristeo Eduardo Teixeira da Silveira, o Eduardo Gordo (PMDB), mandou comprar todos os jornais da região para impedir que eleitores tivessem acesso a uma denúncia contra ele, a Polícia Civil do Rio informou que vai instaurar um inquérito para apurar se funcionários das distribuidoras de jornais foram constrangidos.

O caso ocorreu na madrugada da última terça-feira (27), no centro de Niterói, região metropolitana do Rio, quando o político tentava impedir a circulação dos jornais que traziam a divulgação de uma denúncia do Ministério Público Federal contra ele por desvio de recurso da saúde no município.


O delegado Sérgio Caldas, diretor do 4º Departamento de Polícia (Região dos Lagos, Niterói e São Gonçalo), pede às vítimas que procurem a 76ª DP (Niterói) para prestar mais detalhes sobre o ocorrido ou entrem em contato com a Central de Atendimento ao Cidadão pelos dos telefones (21) 2334-8823, (21) 2334-8835 e pelo chat.

A denúncia é de que um grupo de 30 homens impediu a distribuição dos jornais Extra e O Fluminense, que traziam uma reportagem com a denúncia, quando o material saía de um centro de distribuição em São Gonçalo.


Eduardo Gordo e os empresários Wagner Augusto Oliveira Naciff, Andrea Machado de Oliveira e Nivio Pedro Martini Filho são acusados de formar um esquema para falsificar guias de serviço de saúde para receber do SUS por serviços não prestados. Apenas nos três casos objeto na denúncia, o prejuízo aos cofres públicos é de R$ 566 mil, mas o total do esquema ultrapassa R$ 35 milhões, conforme apurou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Os denunciados vão responder por peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Em nota, a Associação Nacional de Jornais chamou a atitude do grupo de “violenta e antidemocrática” e disse que o objetivo da ação criminosa foi impedir que a população tomasse conhecimento de reportagens que traziam denuncia do Ministério Publico Federal contra o ex-presidente da Câmara de São Gonçalo, Eduardo Gordo.


Ainda de acordo com a associação, houve uma “inconformidade diante da missão da imprensa” e que o recurso a ações típicas do crime organizado são incompatíveis com a convivência democrática, pois sonegam à sociedade o direito de fazer opções políticas informadas.

Esquema de corrupção usava clínicas conveniadas ao SUS


As fraudes na saúde do município ocorreram nos meses de outubro e novembro de 2005. Ao menos três clínicas falsificaram as guias de serviço. As investigações comprovaram que os três estabelecimentos formavam um mesmo grupo empresarial voltado para a prática de desvio de recursos públicos.

O esquema consistia na falsificação das guias de serviços de saúde com dados fictícios de supostos pacientes e simulação de atendimentos inexistentes que seriam cobrados depois ao SUS. De acordo com a denúncia, os faturamentos mensais das clínicas também eram falsificados, com a inserção de valores muito superiores ao efetivamente comprovado através das guias.

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