Polícia mira grupo suspeito de aplicar golpes com falsa revisão de juros no Rio
Investigação aponta uso indevido de documentos e biometria facial de vítimas para contratar financiamentos de veículos de alto valor
Rio de Janeiro|Do R7
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Policiais civis da 52ª DP (Nova Iguaçu) deflagraram, nesta terça-feira (15), uma operação para desarticular um grupo investigado por aplicar golpes por meio de uma empresa de consultoria. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão em seis endereços localizados no Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo.
A investigação começou após uma vítima procurar a delegacia e relatar que havia sido atraída pela promessa de redução dos juros de um empréstimo consignado. Durante o atendimento, ela forneceu documentos pessoais e realizou uma biometria facial, acreditando que o procedimento fazia parte da suposta revisão financeira oferecida pela empresa.
Segundo as investigações, os dados pessoais e a biometria teriam sido utilizados sem autorização para contratar um financiamento de R$ 80 mil destinado à compra de um veículo de luxo. A vítima afirma que nunca comprou o automóvel e sequer teve contato com o carro. Mesmo assim, as parcelas do financiamento começaram a ser descontadas diretamente de sua conta bancária.
A partir das diligências, os investigadores identificaram uma estrutura organizada e com divisão de tarefas. O esquema envolveria a captação das vítimas, obtenção e circulação de documentos pessoais, coleta de biometria facial, contratação dos financiamentos e movimentação dos valores obtidos por meio das fraudes.
Os policiais também descobriram que um número de telefone utilizado no esquema foi empregado para o envio de documentos relacionados à fraude. A linha estava vinculada a uma chave Pix registrada em nome de uma das investigadas, que, segundo a polícia, possui registros anteriores relacionados a crimes de estelionato.
Durante a operação, os agentes buscam apreender celulares, computadores, documentos, contratos, comprovantes bancários, registros de atendimento e outros materiais que possam ajudar a comprovar a atuação do grupo. Os equipamentos eletrônicos encontrados serão submetidos à extração e análise de dados.
O objetivo é identificar a participação individual dos envolvidos, localizar outras possíveis vítimas e verificar se o grupo utilizava o mesmo método em outros casos. As investigações continuam para dimensionar a atuação da organização e identificar eventuais novos integrantes.
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