Policiais são condenados por vazarem informações a traficantes
Grupo trocava mensagens eletrônicas com criminosos de várias comunidades do Rio
Rio de Janeiro|Do R7
Quatro policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais) foram condenados por vazarem informações sobre operações da polícia a traficantes da maior facção criminosa do Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia, os policiais recebiam semanalmente entre R$ 2.000 e R$ 10 mil, por comunidade, para dar detalhes com antecedência das operações que seriam realizadas.
O militar Silvestre André da Silva Felizardo, apontado como o líder do grupo, teve a pena fixada em 80 anos. Maicon Ricardo Alves da Costa, André Silva de Oliveira e Raphael Canthé dos Santos foram condenados a 48 anos de prisão e o quinto réu, Rodrigo Mileipe Vermelho Reis, foi absolvido.
Em sua decisão, a juíza Ana Paula Monte Figueiredo, da Auditoria da Justiça Militar do Rio, destacou a cumplicidade entre os policiais militares e os traficantes. "Era nítido que esses vazamentos aconteciam, já que os Policiais Militares chegavam nas unidades deflagradas e simplesmente não encontravam nada, não havia movimento algum, o que inclusive, começou a despertar a atenção do próprio comando da unidade. Com essa atitude os acusados contribuíram para a expansão e o fortalecimento das atividades criminosas desempenhadas pela facção, nas comunidades, pois além de possibilitar que os traficantes fugissem das ações policiais, fazia com que soubessem onde poderiam continuar a praticar seus crimes sem serem incomodados pela polícia".
Ainda de acordo com as investigações, o grupo mantinha contato por mensagens eletrônicas com criminosos das favelas de Antares e do Rodo, em Santa Cruz, zona oeste do Rio; Faz Quem Quer, Morro da Covanca, Jordão e Barão, em Jacarepaguá, zona oeste; Complexo do Lins, no Méier; Complexo do Chapadão, em Costa Barros, zona norte; e Vila Ideal e Lixão, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.















