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Precisam explicar o que faziam em 'festa de bandido', diz Jungmann

Ministro afirmou ainda que não viu excessos na operação policial, mas, sim, zelo; segundo Defensoria, dos 159 presos, 139 não são alvo de investigações

Rio de Janeiro|Do R7

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Jungmann afirmou que não viu excessos em operação
Jungmann afirmou que não viu excessos em operação

O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou na manhã desta sexta-feira (20), que as pessoas sem antecedentes criminais presas durante operação da polícia em uma festa supostamente organizada por milicianos em Santa Cruz, na zona oeste, precisam explicar o que estavam fazendo em uma "festa de bandido".

No último dia 7, quatro pessoas foram mortas e outras 159 foram presas, em uma megaoperação policial cujo objetivo era desarticular uma das maiores milícias da zona oeste. Do total de presos, 139 não tinham antecedentes criminais.

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Jungmann afirmou, no entanto, que não viu excessos na operação, mas, sim, zelo.

"Se você está numa festa de bandido, de milícia, com armas e drogas, e você vai preso, não há nenhum exagero nisso, pelo contrário, acho que é zelo", disse o ministro, que participou de uma cerimônia na Polícia Federal, ao lado de toda a cúpula da Segurança Pública do Rio de Janeiro.

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O ministro admitiu que a maioria dos presos na operação não tinha antecedentes criminais, mas fez ressalvas.

"Para mim, não ter antecedentes criminais não quer dizer que possam ser liberados; eles precisam explicar o que estavam fazendo lá, numa festa de milícia, numa festa de bandido. Outra coisa que precisa ser observada é que, justamente por serem da milícia, eles se protegem; justamente por serem milicianos, eles estão, de uma maneira ou de outra, ligados a ex-policiais. Então é preciso ir com calma. De fato, o que aconteceu lá foi que conseguimos prender talvez a maior das milícias que tínhamos aqui (no Rio) e também um farto material, fuzis, pistolas, munição.", disse Jungmann. 

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