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Prefeitura de Angra pede ajuda ao Governo Federal

Prefeito anunciou aumento do efetivo e da frota da PM; confrontos entre facções criminosas e polícia já deixou 11 mortos na cidade em duas semanas

Rio de Janeiro|Thaís Silveira, do R7*

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Operações em Angra dos Reis já duram duas semanas
Operações em Angra dos Reis já duram duas semanas

O prefeito de Angra dos Reis, na costa verde do Estado, Fernando Jordão, oficializou, na última quinta-feira (8), um pedido ao Governo Federal, por meio da Força Nacional e do Exército, para combater a violência no município. O prefeito entregou o documento em reunião com o presidente Michel Temer e assessores da presidência.

Após o encontro, Jordão afirmou que planeja comprar 20 carros para a Polícia Militar. Além disso, o prefeito dobrou o número de PMs contratados pela prefeitura através do programa Proeis (Programa de Integração na Segurança), que utiliza agentes de folga para aumentar o efetivo de PMs nas ruas, e disponibilizou uma área para a instalação de uma nova companhia da corporação em Angra.


De acordo com Jordão, o município é área de segurança nacional por abrigar três usinas nucleares (duas em funcionamento e outra em construção). Ainda segundo ele, a estrada Rio-Santos, que vem sendo fechada constantemente por manifestações, não pode ter o tráfego interrompido por ser rota de evacuação em caso de algum acidente nuclear.

Confrontos


A cidade sofre com tiroteios constantes entre as principais facções criminosas do Estado e a polícia há duas semanas, e onze pessoas já morreram nos confrontos. Até a última quarta (7), a PM apreendeu dois fuzis, seis pistolas, munição e drogas nas comunidades do Parque Belém, Sapinhatuba, Frade e Areal, onde os tiroteios são mais intensos.

A grande dificuldade encontrada pelas tropas da PM é que os criminosos se escondem na parte alta das comunidades, que é cercada por área de Mata Atlântica.


Na segunda-feira (5) à tarde, motoristas que passavam pela Rodovia Rio-Santos, perto do bairro Sapinhatuba, enfrentaram arrastões durante confronto entre quadrilhas de facções rivais. Motoristas chegaram a voltar com os carros em marcha à ré, com medo dos tiros. A polícia foi acionada e trocou tiros com os criminosos, que conseguiram fugir.

*Sob supervisão de PH Rosa

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