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Prefeitura do Rio lança programa Trans+Respeito nesta terça (30)

O projeto tem como proposta a inserção de pessoas trans no mercado de trabalho formal

Rio de Janeiro|Do R7

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A Prefeitura do Rio apresenta o projeto social "Trans+Respeito" nesta terça-feira (30). O evento de lançamento acontecerá no Museu do Amanhã, onde pessoas transexuais já foram incorporadas em sua equipe de recepcionistas. Desenvolvido pela Ceds Rio (Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual) em parceria com a SMASDH (Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos), o programa tem como mote um plano de educação e formação profissional para homens e mulheres trans. O programa foi desenvolvido tendo em vista a evasão dessas pessoas das escolas, que chega a 79% no Brasil, e à dificuldade de inserção delas no mercado de trabalho formal.

Segundo o coordenador especial da Diversidade Sexual, Nélio Geogini, ações como esta trazem grande visibilidade para a população transexual, que também sofre com o alto índice de assassinatos motivados por discriminação e com a consequente baixa expectativa de vida, de 30 anos. Ele também informou que a Ceds também tem desenvolvido parcerias com empresas privadas.


- Fechamos uma parceria com uma rede de supermercados e já encaminhamos mais de 20 transexuais para os processos seletivos, locais estes onde o nome social será respeitado e o uso do banheiro de acordo com a identidade de gênero. Além disso, oferecemos workshops para os funcionários dessas empresas com intuito de desmistificar a pauta trans.

A secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Bergher, falou sobre a importância de contemplar todas as minorias. Ela afirmou que a SMASDH tem apoiado ações que contemplem as minorias sociais, dentre as quais ela destacou um projeto de formação profissional para pessoas transexuais.


- Precisamos apoiar as políticas públicas voltadas para a população LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros). Através da secretaria, liberamos a verba para oferecer o período de formação e estágio, que inclui uma bolsa auxílio de um salário-mínimo, passagem e alimentação para os alunos e alunas trans.

Já o diretor-presidente do Museu do Amanhã, Ricardo Piquet, destacou que a convivência é um dos principais pilares éticos do equipamento cultural. Ele ressaltou o convívio é importante para a dissolução de preconceitos e construção de uma sociedade mais igualitária.


- Isso se reproduz na forma como incentivamos o debate sobre a importância da integração e a riqueza do convívio entre pessoas com diferentes vivências e histórias para contar. Respeitar as diferenças e aprender com a diversidade é não apenas uma forma de enxergar a vida, mas também um dever e uma responsabilidade social de toda organização que pensa o amanhã de maneira positiva.

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