Professores se concentram em frente à Prefeitura do Rio para decidir futuro de greve
Paralisação em parte das escolas da rede pública começou em 8 de agosto
Rio de Janeiro|Do R7

Professores e funcionários da rede municipal de educação do Rio começaram a se concentrar por volta das 10h desta sexta-feira (6) em frente à prefeitura, no centro, para uma assembleia que decidirá o futuro da greve em parte das escolas públicas. A paralisação começou em 8 de agosto.
Após a reunião, os professores pretendem fazer uma manifestação, no mesmo local, criticando a postura da Secretaria Estadual de Educação e a decisão judicial que ordena a retomada das atividades.
O apresentador Wagner Montes recebeu no Balanço Geral RJ de quinta-feira (5) representantes do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), que condenaram a truculência policial na manifestação dos professores estaduais na última quarta-feira (assista ao vídeo abaixo).
Na ocasião, professores e funcionários da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro que ocupavam o saguão da antiga sede da Seeduc (Secretaria Estadual de Educação), na rua da Ajuda, no centro da capital, foram retirados à força pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar na noite de quarta-feira (4).
Segundo a Sepe, a PM agiu com truculência e usou artefatos, como spray de pimenta e aparelhos de eletrochoque, para dispersar os manifestantes.
Desde o início da tarde de quarta, cerca de 300 professores ocupavam o prédio. Os profissionais de ensino pretendiam permanecer no local até que as reivindicações fossem atendidas. Eles também aguardavam um encontro com o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que não enviou um representante para mediar o impasse.
Segundo a Secretaria de Educação, que autorizou a retirada à força dos ocupantes, a ação foi ordenada para que os profissionais retomassem as atividades nas escolas nesta quinta-feira (5). Na tarde de quarta, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou a suspensão imediata da greve.
Em caso de descumprimento, o Sepe será multado em R$ 300 mil por dia. A categoria entrou com um recurso na Justiça.















