Protesto na Alerj: 30 pessoas são atendidas no ambulatório da Casa durante confronto entre PMs e manifestantes
Dois deputados precisaram ser levados à unidade devido ao forte cheiro de gás lacrimogênio
Rio de Janeiro|Do R7

A Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) informou que cerca de 30 pessoas entre servidores, policiais e deputados foram atendidos no departamento médico da Casa nesta terça-feira (6) durante o protesto contra o pacote de ajuste fiscal do governo estadual.
Os principais atendimentos foram por causa de mal-estar devido à fumaça de bombas e do spray de pimenta. Entre os parlamentares, Tia Ju (PRB) e Pedro Fernandes (PMDB) precisaram ser levados ao ambulatório em função do forte cheiro de gás lacrimogênio.
Cerca de dez policiais militares que se feriram durante o confronto com os manifestantes também receberam os primeiros atendimentos na unidade de saúde. Em seguida, eles foram levados para o hospital da PM. De acordo com a Assembleia Legislativa, os demais atendimentos foram de servidores que estavam trabalhando na Casa.
A primeira votação dos projetos do pacote de austeridade do governador Luiz Fernando Pezão foi marcada por um confronto entre PMs e servidores que protestavam em frente ao Palácio Tiradentes, sede da Alerj.
No começo da tarde desta terça-feira (6), policiais militares dispersaram a manifestação com bombas. O entorno da Casa Legislativa se transformou numa praça de guerra, com policiais lançando bombas e manifestantes, fogos de artifício. PMs usaram as janelas igreja São José para atacar manifestantes. Os servidores fizeram barricadas e atearam fogo em entulhos e pedaços de madeira no meio da rua.
Por meio de nota, a PM informou que manifestantes investiram contra as grades de proteção da Alerj, com lançamento de bombas de fabricação caseira e rojões. Segundo a corporação, essa ação feriu 12 PMs em serviço. Um deles teve um ferimento próximo ao olho, ocasionado pela explosão de um morteiro. Os policiais estão sendo socorridos no ambulatório da Alerj.
A Arquidiocese do Rio de Janeiro disse que vai apurar a invasão da igreja São José. Em nota, a administração apostólica disse que “em face do contexto atual que marca o Estado do Rio de Janeiro, importa [que] as soluções sejam buscadas através do diálogo e do esforço de todos, em vista da justiça e da paz”.
Em meio à confusão durante os protestos, a Alerj aprovou na tarde desta terça os dois primeiros projetos do pacote de ajuste fiscal do governo estadual. Pezão e o vice Francisco Dornelles, além dos secretários e subsecretários, terão os salários reduzidos em 30%. A criação de um modelo de intimação eletrônica para cobranças da Fazenda Estadual também foi aprovada pelos parlamentares.
Os parlamentares ainda aprovaram hoje duas medidas de cortes de gastos propostas pela Mesa Diretora da Alerj. Com a decisão, fica proibida a realização de sessões solenes à noite, fora do horário de expediente, e será extinta a frota de carros oficiais da Casa Legislativa. Os deputados esperam economizar R$ 26 milhões.
A primeira votação dos projetos do pacote de austeridade do governador Pezão, na terça-feira (6), foi marcada por protestos e confusão. Do lado de fora da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), servidores e policiais entraram em confronto du...
A primeira votação dos projetos do pacote de austeridade do governador Pezão, na terça-feira (6), foi marcada por protestos e confusão. Do lado de fora da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), servidores e policiais entraram em confronto durante as manifestações. O entorno da Casa Legislativa se transformou numa praça de guerra, com policiais lançando bombas e manifestantes, fogos de artifício. PMs usaram as janelas igreja de São José para atacar manifestantes. Os servidores fizeram barricadas e atearam fogo em entulhos e pedaços de madeira no meio da rua. Segundo a Alerj, cerca de 30 pessoas foram atendidas no ambulatório da Casa. A maioria teria passado mal por causa do forte cheiro de gás lacrimogêneo e do spray de pimenta




![Por meio de nota, a PM justificou o uso da igreja de São José, vizinha à Alerj, "para coibir a ação de manifestantes violentos no interior e no entorno da igreja. O ponto necessário para conter os manifestantes foi o segundo andar do prédio, que proporcionou a visualização da manifestação aos policiais, através das janelas".
A Arquidiocese do Rio de Janeiro disse que vai apurar a invasão da igreja São José. Em nota, a administração apostólica disse que “em face do contexto atual que marca o Estado do Rio de Janeiro, importa [que] as soluções sejam buscadas através do diálogo e do esforço de todos, em vista da justiça e da paz”](https://newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net/resizer/v2/5PVCO7RWTJMMLJT73FVE2NUQZ4.jpg?auth=4bd9aa4e16142dd74e3462aa07b91b33f59ed28e55fbbfa280e8b64e06884efa&width=700&height=549)

















