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Queda de passarela: funcionários de empresa dona de caminhão são ouvidos e 5ª vítima é enterrada

Delegado quer descobrir se houve falha mecânica ou humana

Rio de Janeiro|Do R7

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Queda de passarela deixou cinco mortos
Queda de passarela deixou cinco mortos

Quatro funcionários da empresa Arco da Aliança, responsável pelo caminhão que bateu e derrubou a passarela na linha Amarela, na zona norte do Rio, foram ouvidos na delegacia de Inhaúma (44ªDP) nesta quinta-feira (30). O objetivo da polícia é descobrir se houve falha mecânica ou humana na suspensão da caçamba. Na quarta-feira, o delegado Fábio Asty, ouviu o motorista do caminhão, Luiz Fernando Costa, que admitiu que estava falando ao celular no momento em que bateu com o veículo na passarela.

O caminhão tinha quebrado na semana passada e foi para a oficina. O problema teria sido na caixa de câmbio. Na segunda-feira (27), após o conserto, um motorista da Arco da Aliança circulou com o caminhão pela cidade. Ele foi um dos que prestaram depoimentos nesta tarde.


O delegado Fábio Asty também ouviu o chefe da oficina da empresa e o gerente operacional. O quarto funcionário da Nova Aliança a prestar depoimento foi o motorista com quem Luiz Fernando Costa conversava ao telefone no momento da batida.

Um laudo pericial deverá ficar pronto em dez dias apontando se a caçamba se levantou sem o acionamento do motorista. Câmeras de monitoramento da linha Amarela mostraram que o caminhão entrou na via com a caçamba abaixada e, pouco tempo depois, o compartimento começou a se erguer. A batida na passarela aconteceu na altura de Del Castilho, na zona norte do Rio. Segundo a polícia, Asty continua analisando as imagens da Lamsa.


Cinco pessoas morreram e quatro ficaram feridas, incluindo o motorista do caminhão, Luiz Fernando. A quinta vítima foi enterrada no fim da tarde no cemitério Parque da Colina, em Niterói, região metropolitana. Luiz Carlos Guimarães, de 60 anos, estava internado no hospital Salgado Filho e morreu na manhã de quarta-feira.

O depoimento de Luiz Fernando foi colhido pelo delegado Fábio Asty em um hospital particular em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde o condutor está internado, sem previsão de alta. Luiz Fernando alegou que não olhou para os espelhos retrovisores laterais depois que entrou na linha Amarela, logo, não viu que a caçamba estava suspensa. Ele poderá responder por cinco homicídios culposos e três lesões corporais culposas, com pena de até seis anos.

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