Logo R7.com
RecordPlus

"Queria poder dizer que o amava", diz mãe que demorou dias para saber da morte do filho

Mulher disse que não conseguiu visitar filho porque ainda não tinha uma carteirinha necessária

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Jovem foi internado e morreu três meses após ser preso
Jovem foi internado e morreu três meses após ser preso

Uma mulher conta que demorou quase uma semana para ser comunicada sobre a morte do filho Roger de Oliveira, de 18 anos, que cumpria pena por tráfico de drogas após ser detido em São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

Segundo a mãe do rapaz, três meses após a prisão, ele foi internado em um hospital penitenciário e morreu.


Marciléia Oliveira contou que foi informada da internação do filho, mas não conseguiu visitá-lo porque ainda não tinha uma carteirinha necessária. Ainda segundo Marciléia, ela ficou quatro dias sem conseguir contato com o hospital.

— Eu senti um aperto no meu coração. Comecei a passar mal. Senti saudade do meu filho e achei que estava acontecendo alguma coisa com ele.


De acordo com Marciléia, depois de quatro dias sem informação, um homem, que se identificou como diretor do hospital, disse que o rapaz tinha ido a óbito.

— Eu questionei quando ele disse que tinha ido a óbito, porque até então, ninguém tinha me informado nada. Aí, ele disse que o meu filho tinha morrido há alguns dias.


Marciléia Oliveira também contou que não questiona a prisão do filho, mas ela disse que não entende o motivo do rapaz quase ter sido enterrado como indigente.

— Eu tinha esperança de encontrar meu filho vivo. Eu queria abraçar meu filho, queria beijar meu filho. Queria poder dizer que o amava.


Em nota, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) informou que Roger Wirley Correia de Oliveira deu entrada no Hospital Dr. Hamilton Agostinho Vieira de Castro com epilepsia. Segundo a secretaria, o rapaz foi consultado, medicado e ficou em observação. Seis dias depois, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. A Seap também informou que tentou diversas vezes falar com a família, mas não conseguiu. Uma sindicância interna foi aberta para apurar o caso.

Assista ao vídeo:

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.