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Rio de Janeiro tem ao menos 11 policiais mortos neste ano

Entre os assassinatos de agentes, as principais vítimas são PMs que atuam em UPPs

Rio de Janeiro|Do R7

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Familiares e amigos durante o enterro do policial militar Pedro Gabriel Teixeira, de 25 anos, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste do Rio. O policial foi morto por criminosos em uma padaria em Nova Iguaçu
Familiares e amigos durante o enterro do policial militar Pedro Gabriel Teixeira, de 25 anos, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste do Rio. O policial foi morto por criminosos em uma padaria em Nova Iguaçu

Ao menos 11 policiais foram mortos — em serviço e em folga — no Rio de Janeiro em 2015 até esta terça-feira (24). Desses, cinco são policiais militares lotados em UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Nos últimos quatro casos, registrados neste fim de semana, os agentes (dois policiais civis e dois PMs) estavam de folga.

O assassinato mais recente é o do policial militar Alan Barros da Silva, de 32 anos, que atuava no Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos. Ele foi morto a tiros na tarde de domingo (22) na Barra da Tijuca, zona oeste da capital, porque teria sido reconhecido por criminosos.


O policial civil Thiago Thome de Deus também foi assassinado neste domingo. Ele voltava para casa com a mulher após o desfile das escolas de samba campeãs, na Sapucaí, quando foi abordado por homens armados em Niterói. Thiago atuava na Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense.

Pedro Gabriel Ferreira, de 25 anos, lotado na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Rocinha morreu na manhã de domingo após assalto a uma padaria na rua Barros Júnior, em Nova Iguaçu. Em outro caso de violência na Baixada Fluminense, o policial civil Cid Jackson Silva, de 53 anos, morreu em Mesquita. O crime aconteceu na tarde de sábado (21). O carro do policial teria sido levado por criminosos.


Outras sete mortes

O primeiro caso do ano foi do policial civil Marcelo Santos, executado com 40 tiros na Baixada Fluminense, no dia 2 de janeiro.Quatro dias depois, o policial militar de UPP Caio Robinson, de 27 anos, morreu durante um tiroteio no morro São Carlos. Ele foi socorrido no HCPM (Hospital Central da Polícia Militar), mas não resistiu.


No dia 29 de janeiro, o policial militar da UPP Cidade de Deus morreu durante patrulhamento na comunidade. Bruno Miguez, de 30 anos, foi atingido na cabeça.

No dia 1º de fevereiro, o corpo de um PM que atuava na UPP Vila Kennedy foi encontrado dentro de uma sacola plástica às margens da avenida Brasil, junto com outro corpo.


No dia 5 de fevereiro, o policial civil Alexandre Heitor foi morto durante tentativa de assalto na zona oeste do Rio. Ele foi abordado por dois homens em uma moto. Os suspeitos fugiram. 

O corpo de um policial de UPP foi encontrado no porta-malas de um carro carbonizado em Cabo Frio, na região dos Lagos, no dia 9 de fevereiro. Leandro da Silva Carvalho, de 34 anos, era lotado na UPP Vila Kennedy e teria se envolvido em um acidente com traficantes. Carvalho teria batido o carro em motos dos traficantes e sido espancado em retaliação. Durante a sessão de espancamento, os suspeitos teriam encontrado a identificação do policial e atirado três vezes contra ele.

Na última quarta-feira (18), um policial da UPP Cidade de Deus morreu após ser baleado na cabeça. PMs da unidade perseguiam suspeitos em um acesso à comunidade quando foram recebidos a tiros. Rogério Pereira da Silva foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. 

"A polícia está sozinha"

Após comparecer nesta segunda-feira (23) ao velório do policial civil Thiago Thome de Deus, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou que a polícia planeja ações e fez um desabafo.

— É o estado de barbárie, a selvageria contra a sociedade de bem. E nesse processo, a única trincheira, a única ponta de lança que a sociedade tem é a polícia. O que vale a vida para essas pessoas? Um celular? Um cordão de ouro? Um carro? Isso é a barbárie. (...) Queria fazer esse apelo à sociedade, de que a polícia está só. A polícia está sozinha.

O secretário afirmou que o conceito de segurança pública envolve outras instituições, mas que a violência estoura na polícia.

— Serviço penitenciário é segurança pública, fronteira é segurança pública (...) O Judiciário e o Ministério Público têm de vir para dentro desse problema.

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, defendeu nesta segunda penas mais duras para criminosos que atiram contra policiais.

— Eu sou contra a violência contra qualquer cidadão. Quando uma bala atinge uma criança, uma mulher ou um homem, é um pedaço da gente que vai embora. A gente tem que ter penas duras que desestimulem as pessoas a atirar em policial. O policial está ali levando segurança para locais que estavam há 30 anos abandonados. Vou me empenhar dentro do Congresso para a gente mudar nossa legislação. Tenho conversado sistematicamente com o ministro [da Justiça] José Eduardo Cardozo. Não podemos ficar vendo os policiais sendo mortos, sem ter penas mais duras para punir esses criminosos.

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