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Rio está pronto para Olimpíada e falta apenas faxina final, diz prefeito

Paes voltou a criticar o governo do Estado, que decretou calamidade pública

Rio de Janeiro|Do R7

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A praticamente um mês do início dos Jogos Olímpicos e ainda com trabalho a fazer, o Rio de Janeiro está na fase de "faxina" e retirada de tapumes das obras olímpicas e de infraestrutura, afirmou o prefeito Eduardo Paes nesta segunda-feira (4), véspera do dia que marcará o início da contagem regressiva de 30 dias para a abertura do evento.

— A cidade está 100% pronta. Foi um conjunto muito grande de intervenções na cidade e agora estamos na faxina final. Os tapumes começaram a cair e vão cair até o último dia.


Paes apresentou nesta segunda-feira, com atraso, a via expressa Transolímpica, que vai ligar os bairros de Deodoro e Barra da Tijuca, conectando os dois principais centros de instalações esportivas dos Jogos de agosto.

Durante a Olimpíada, a via de quase 26 km estará disponível apenas para a chamada "família olímpica", que inclui torcedores com ingressos. A rodovia, considerada um legado de infraestrutura para a cidade, só poderá ser usada pelo púbico geral depois da Olimpíada, a partir de 22 de agosto.


— A Transolímpica foi viabilizada pelas Olimpíadas, mas é um projeto dos anos 1960 e durante 50 anos ficou só no papel ou foi promessa de campanha eleitoral. Quem aguentou mais de 50 anos pode aguentar mais um mês para fazermos Jogos de grande sucesso, e depois poder usar.

Entre as obras prometidas para a Olimpíada, a linha 4 do metrô é a mais atrasada de todas, mas o governo do Estado garante que o novo trecho estará pronto em 1º de agosto, a poucos dias da cerimônia de abertura no dia 5.


No Parque Olímpico da Barra da Tijuca, coração dos Jogos, ainda há diversos operários trabalhando no acabamento das obras e nos últimos ajustes das arenas que vão receber as disputas esportivas.

— Todas as arenas estão prontas e testadas. Estamos fazendo ajustes. Não somos ricos para montar equipamentos temporários com seis meses de antecedência.


Críticas à segurança

O prefeito do Rio também voltou a criticar o governo do Estado, que no mês passado decretou situação de calamidade pública devido à falta de recursos, devido a problemas que têm afetado a imagem dos Jogos, como questões de saúde e a violência.

— A segurança não preocupa para a Olimpíada. Segurança pública não é um problema olímpico. É um problema de todos nós sempre. O momento (da segurança) é ruim, mas tenho confiança que o governo do Estado vai resolver. Fiz reclamação quanto à postura e procedimento, mas vamos trabalhar em parceria. (...) É um problema que a cidade enfrenta há muito tempo, mas os índices melhoraram desde a candidatura (para receber os Jogos), mas tem que avançar mais e por isso temos que cobrar e avançar mais.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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