Logo R7.com
RecordPlus

Rio multará Cedae se empresa distribuir água contaminada

Prefeitura cobrará R$ 500 mil depois de sete dias de notificação sem solução; Cedae prefere não se posicionar sobre lei ainda

Rio de Janeiro|Rafaela Oliveira, do R7*

  • Google News
Cedae pagará multa se distribuir água contaminada
Cedae pagará multa se distribuir água contaminada

A Prefeitura do Rio decretou, nesta sexta-feira (22), que a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) terá que pagar uma multa de R$ 500 mil caso distribua água contaminada à população.

Segundo publicação no Diário Oficial, o valor será cobrado após sete dias da notificação em caso de não regularização.


A medida foi tomada após diversas crises com a geosmina, iniciadas no primeiro trimestre de 2020. Para avaliarem uma possível contaminação da água, os especialistas consideram odor, cor e gosto diferentes, além da presença de bactérias ou produtos nocivos à saúde. 

O vereador Felipe Michel (Progressistas) é um dos autores da Lei número 7.083. Ao R7, o parlamentar comentou que os cariocas tiveram que comprar água mineral nos mercados por não poder usar um serviço que custa caro.


Água mineral vira artigo de luxo com crise de contaminação no Rio

"Com essa lei, a empresa vai sentir no bolso o tamanho do problema. Só assim ela terá pressa em resolvê-lo", afirmou o vereador Felipe Michel. 


O R7 procurou a Cedae, mas a empresa informou que por ora não se pronunciará sobre a medida. 

De acordo com a prefeitura, o dinheiro que pode ser arrecadado com as multas será aplicado no Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social.


Crise da água no Rio

A crise da contaminação da água distribuída no Rio de Janeiro começou no início do ano passado quando, devido à coloração e ao gosto e odor diferentes, os cariocas começaram a reclamar da qualidade do serviço prestado pela Cedae. 

Em meados de 2020, uma análise feita pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) constatou que a substância que havia causado as alterações no líquido fora o 2-MIB (metilisoborneol), que é similar à geosmina e cresce em maior quantidade em razão da presença de esgoto.

Ao longo dos meses seguintes, a qualidade da água continuou sendo questionada pela população, que voltou a manifestar indignação com as alterações de gosto e cheiro em janeiro deste ano. Na ocasião, a companhia identificou traços de geosmina/MIB (metilisoborneol) em amostras de água analisadas em laboratório.

Um mês depois, a Cedae elaborou um relatório sobre o nível de geosmina na água. A substância estava acima do permitido em 17 bairros do Rio. Pelo levantamento, a região mais afetada era a zona oeste.

Nesse período, a presença de algas nos reservatórios foi um problema a ser enfrentado. A empresa também confirmou a presença de geosmina em março, além de detalhar três fatores que levaram ao aumento de algas: água parada, presença de nutrientes e luz solar.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Paulo Guilherme

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.