Rio tem manifestação contra prisão de carioca suspeita de matar turista italiana no Ceará
Prisão de Miriam França foi revogada e farmacêutica deve deixar prisão nesta terça
Rio de Janeiro|Do R7

Um ato foi marcado para a tarde desta terça-feira (13) contra a prisão da carioca Miriam França, de 31 anos, suspeita de matar a turista italiana Gaia Molinari, no dia 25 de dezembro, no Ceará. Miriam está presa desde o dia 29 de dezembro, mas teve a prisão revogada na manhã desta terça, conforme informou a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Ceará.
De acordo com os organizadores, Miriam teria sido detida de forma arbitrária, já que, segundo eles, não há indícios do envolvimento da farmacêutica na morte da italiana. Segundo a polícia, a carioca deve deixar a prisão ainda nesta terça.
O ato será realizado às 17h na Cinelândia. No evento criado no Facebook, mais de 1.800 pessoas confirmaram participação até a publicação desta matéria. Na descrição do evento, os organizadores dizem que Miriam “está presa por ser negra e isto a coloca em uma posição vulnerável ao abuso de poder”.
Valdicéia França, mãe de Miriam, disse ao jornal Folha de São Paulo que a filha só foi presa por causa da cor da pele e chamou a atitude da polícia de racista. No último dia 3, uma assessora de imprensa da Polícia Civil do Ceará disse ao R7 que Miriam "poderia ser preta, branca, amarela, pobre ou rica. Ela vai ficar presa do mesmo jeito".
Após a publicação da matéria, no entanto, o órgão entrou em contato com o R7 negando a afirmação dada mais cedo. Desta vez, a seguinte nota foi enviada:
"A Polícia Civil do Estado do Ceará informa que a prisão temporária de Mirian França foi solicitada com base em provas contundentes, recolhidas através do processo investigatório, que levou a Polícia Judiciária Cearense a suspeitar de sua participação no homicídio que vitimou a italiana Gaia Barbara Molinari."
Entenda o caso
Gaia chegou a Fortaleza em 16 de dezembro e estava hospedada em um hostel localizado no centro da cidade. Ela viajou para Jericoacoara no dia 21 e deveria ter retornado no dia 24.
O corpo da vítima foi localizado na tarde do dia 25 em um local conhecido como Serrote, na vila de Jijoca de Jericoacoara, e encaminhado à sede da Pefoce (Perícia Forense do Ceará) no município de Sobral.
Segundo a polícia, os exames lá realizados indicaram a causa da morte como asfixia por estrangulamento. Inicialmente, está descartada a hipótese de latrocínio.
Um rapaz conhecido da vítima foi identificado pela polícia como sendo suspeito do crime. Ele foi detido no fim de semana, mas liberado após prestar depoimento porque a delegada informou que não havia indícios suficientes que comprovem a autoria.
Miriam foi presa na segunda-feira (29) após a polícia desconfiar das versões dadas por ela em depoimento. A mulher era amiga da vítima e estava viajando junto com ela por Jericoacoara quando ocorreu o desaparecimento.















