RJ: policiais militares suspeitos de extorsão são presos em operação
Um soldado e um sargento foram denunciados pelo MP-RJ por concussão e peculato; ação tenta prender quadrilha que clonava carros no Estado
Rio de Janeiro|Lucas Ferreira, do R7*

Dois policiais militares foram presos na quinta-feira (24) durante operação do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). A ação tenta desarticular uma quadrilha que adultera sinais identificadores de carros no Rio de Janeiro e em São Gonçalo, na região metropolitana.
Os militares são suspeitos de exigir R$ 10 mil de um suposto falsificador para não realizar sua prisão. Ao perceber que o homem com as placas frias não teria como pagar a quantia pedida, os PMs levaram seu celular e sua carteira de habilitação, além das placas.
De acordo com o MP-RJ, os policiais foram denunciados por concussão, quando se exige algo indevido por sua posição, e por peculato, quando o militar se apropria de algum bem ou dinheiro pelo seu cargo para bem próprio. Se condenados, os PMs podem pegar até 23 anos de prisão.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que tem colaborado com as investigações.
Leia também
Operação Toro
Os dois policiais fazem parte dos sete mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão da operação Toro, realizada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Saquarema, na região dos lagos, além da capital e São Gonçalo.
A ação do Gaeco/MP-RJ (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em parceria com a Desarme (Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos), investigou uma quadrilha que alterava os números de chassi, placas e vidros de carros.
Leia também: Polícia investiga participação de milicianos em chacina no RJ
Um preso, de dentro do Instituto Penal Vicente Piragibe, em Gericinó, zona oeste da capital, comandava um grupo com pelo menos quatro pessoas. Estes eram responsáveis por receptar carros roubados, adulterar seus sinais identificadores e vender os veículos.
A Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), em apoio à operação, realizou buscas no presídio onde o chefe da organização está preso e apreendeu 96 aparelhos celulares, quatro roteadores, uma balança de precisão e grande quantidade de drogas.
A Seap não informou se algum objeto foi encontrado na sela do alvo das buscas.
Assista: pelo menos dois milicianos presos em operação atuariam em assassinatos por encomenda
*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa
















