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Secretária municipal de Educação diz que vai cortar salários de professores em greve no Rio

Cláudia Costin deu declaração no perfil do Twitter dela em resposta à usuária 

Rio de Janeiro|Do R7

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Todos os trabalhadores têm o direito de receber os salários durante o período de paralisação, segundo lei que regulamenta greves
Todos os trabalhadores têm o direito de receber os salários durante o período de paralisação, segundo lei que regulamenta greves

A secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, anunciou que haverá desconto no salário dos professores da rede municipal que aderiram à greve por melhores condições de trabalho nesta segunda (12). As declarações foram feitas no perfil da secretária no Twitter.

Em resposta à uma usuária da rede social, Cláudia disse que os cortes serão feitos e que os professores não têm o direito constitucional de realizar greves e continuarem a receber pelos dias que não compareceram às escolas.


Segundo o parágrafo único do artigo 17 da lei que regulamenta o exercício do direito de greve (nº 7.783, de 28 de junho de 1989) todos os trabalhadores têm o direito de receber os salários durante o período de paralisação.

A greve foi iniciada na última quinta (8). Procurados pelo R7, a Prefeitura do Rio e o Sepe (Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio) divergiram sobre a adesão.


Por volta das 11h, o Sepe estimava que cerca de 70% dos profissionais do município aderiram à greve. O mesmo sindicato, que deve divulgar um novo balanço a partir das 13h desta segunda, informou também que houve escolas que permaneceram fechadas.

Já a Secretaria Municipal de Educação nega a informação e diz que as aulas seguem normalmente. Segundo a pasta, a greve não atingiu escolas.


Na última quinta, uma assembleia com profissionais de ensino deu início por tempo indeterminado à paralisação por reajuste salarial e mais investimentos na educação.Ainda de acordo com o Sepe, professores da rede estadual de ensino podem entrar em greve a partir da próxima quinta-feira (15), também por reajuste salarial.

A decisão será tomada após reunião do sindicato com o vice-governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de Educação do Estado, Wilson Risolia, nesta segunda-feira. O encontro, marcado para as 17h no Palácio Guanabara, zona sul do Rio, será para discutir as reivindicações dos docentes.

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