Sérgio Cabral condena ação de "grupos justiceiros" no Rio
Dois casos envolvendo espancamento e morte aconteceram recentemente
Rio de Janeiro|Da Agência Brasil
Em meio a novas denúncias de ações de "grupos justiceiros" no estado, o governador Sérgio Cabral condenou hoje (6) ações do "poder paralelo" e prometeu investigar e prender responsáveis pelos crimes. Hoje o jornal Extra divulgou um vídeo de homens que executaram uma pessoa na baixada fluminense.
No início da semana, um adolescente foi espancado, despido e, posteriormente, preso a um poste pelo pescoço com uma tranca de bicicleta, no bairro de classe média Flamengo, na zona sul da capital. A Polícia Civil investiga o caso e já prendeu catorze suspeitos. Cabral disse não concordar com esse tipo de ação.
— Nosso governo reagirá a justiceiros, perseguindo e prendendo esses assassinos. Isso é inadmissível.
O governador reforçou que repudia qualquer tipo de ação de milicianos e "justiceiros" e deu como exemplo o combate às milícias, durante seu governo.
— Quando chegamos eram 20 milicianos presos, hoje são mais de mil, incluindo ex-policiais que foram mandados embora [da corporação].
Perguntado sobre a ação policial que deixou seis jovens mortos no Morro do Juramento, na zona norte da cidade, o governador disse que somente a perícia poderá esclarecer as circunstâncias das mortes.
— Nossa política de segurança pública tem que ser sempre a da paz. Paz é o nosso caminho.
Ele informou que, nos último anos, foi implementado um bônus para policiais que reduzissem crimes violentos como latrocínio e homicídios, além de mortes em confrontos.
Os crimes no Morro do Juramento são resultado de uma operação policial que buscava os culpados pela morte de uma soldado da Polícia Militar, no domingo.
O governador deu as declarações ao participar da inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) pediátrica no estado. A instalação custou cerca de R$ 450 mil e tem capacidade para atender 350 pacientes até 13 anos por dia.















