Suspeito de atear fogo em pousada do AfroReggae é transferido de hospital
Wagner Moraes da Silva teve 30% do corpo queimado no incêndio
Rio de Janeiro|Do R7

O suspeito de atear fogo ao prédio onde funciona a pousada do AfroReggae e a redação do jornal Voz da Comunidade, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, na terça-feira (16), foi transferido para o Centro de Tratamento para Queimados do hospital Pedro II, em Santa Cruz, na zona oeste. Wagner Moraes da Silva estava internado no hospital Getúlio Vargas, na Penha. Segundo a direção da unidade, até a noite de quarta-feira (17) o seu estado de saúde era grave. Ele teve 30% do corpo queimado.
Segundo as investigações da polícia, Silva é o principal suspeito de atear fogo no espaço por ter apresentado uma versão confusa do que aconteceu no depoimento. O jovem disse que entrou no prédio pela janela da pousada para apagar o fogo, mas provas coletadas no local do crime indicam que a janela foi arrombada. Por isso, acabou indiciado por incêndio criminoso. Ainda de acordo com a perícia, foram encontrados três focos de incêndio, dois no terceiro andar e um no primeiro.
O coordenador do AfroRaggae, José Júnior, afirmou que o incêndio em uma pousada da ONG e na redação do jornal Voz da Comunidade foi ordenado pelo pastor Marcos Pereira. O pastor é acusado de estuprar fiéis e está preso no Complexo de Gericinó, em Bangu.
— A ordem vem do Marcos Pereira, que se diz pastor e não tem nada de pastor. Desde que nos posicionamos contra ele, aconteceram coisas. Não vai nos surpreender se aparecer droga no AfroReggae ou se alguém aparecer morto, até mesmo eu.
O R7 entrou contato com a defesa do pastor, mas não havia conseguido um posicionamento até a publicação desta reportagem.















