Suspeitos de matar subcomandante da UPP Vila Cruzeiro são identificados
PM foi morto na quinta-feira, após ataque de bandidos
Rio de Janeiro|Do R7

Três suspeitos de matar o subcomandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha , zona norte do Rio, foram identificados pela Polícia Civil. Leidson Acácio, de 27 anos, foi assassinado na quinta-feira (13), após ser atingido por um tiro na cabeça.
De acordo com a Divisão de Homicídios, a investigação teve acessos às imagens dos suspeitos. O material, porém, não foi divulgado.
O tenente foi morto após ser surpreendido por traficantes da comunidade durante patrulhamento no local. De acordo com testemunhas, cerca de 20 bandidos também teriam atacado a base da UPP por volta das 22h de quinta. Moradores relatam que houve tiroteio até o início da madrugada de sexta-feira (14).
Ainda de acordo com a assessoria, o militar ainda chegou a ser levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Ele passou por uma cirurgia, mas não resistiu.
Com a morte de Leidson, a Secretaria de Segurança ordenou que o policiamento fosse reforçado nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio. Durante o fim de semana, os agentes realizaram adequações e reconhecimento de área.
No sábado (15) pela manhã, agentes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) chegaram aos dois conjuntos de favelas. Os caveiras iniciaram a ação ao meio-dia.
De acordo com o coronel Frederico Caldas, coordenador das UPPs, os vinte pontos mais críticos dos complexos serão ocupados. Além de reforçar a segurança, a presença do Bope tem o objetivo de treinar policiais de UPP com novas técnicas de abordagem e planejamento.
Na tarde de sábado, as comunidades receberam o apoio de mais 300 policiais militares, dando início a uma força-tarefa para combater a tentativa de refortalecimento do tráfico na região.
Também no sábado, dois policiais militares foram assassinados na madrugada e manhã do último dia 15. Em Cordovil, zona norte, o soldado Leonardo Nascimento, de 27 anos, foi morto após ser reconhecido como policial por três criminosos, na rua Tenente Palestrini. Ele era lotado na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha. O crime aconteceu quando o policial voltava de uma festa com um grupo de amigos.
Na madrugada, outro policial militar foi morto após abordar um bando que tentava arrombar um caixa eletrônico, na rodovia Washington Luís, altura de Santa Cruz da Serra. O crime ocorreu por volta de 1h30. O cabo Alexandre da Costa Pereira, de 35 anos, chegou a ser levado para o hospital das Clínicas Saracuruna, mas não resistiu.
Ao todo, 18 policiais já morreram em 2014. O dado chama ainda mais a atenção quando comparado ao ano passado, pois em menos de quatro meses, o número de mortos deste anos é o mesmo do total em 2013 todo.
No mês passado, a policial militar Alda Rafael Castilho morreu também no Parque Proletário, na Vila Cruzeiro, numa troca de tiros com traficantes. Outro PM e um casal de moradores da favela ficaram feridos.
Diante do cenário criado no Alemão e na Penha, o governador Sérgio Cabral afirmou que os recentes ataques que resultaram em mortes de policiais militares são fruto de uma ação organizada de criminosos para intimidar o processo de pacificação. Segundo ele, o governo dará todo apoio à polícia para reprimir qualquer reação do tráfico.
— Não tenho dúvida de que há uma ação de criminosos. Que criminosos querem matar policiais. O que posso assegurar é que a polícia tem todo o meu apoio para continuar agindo.















