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TJ condena Cesar Maia novamente por improbidade administrativa

Ex-prefeito afirmou que vai recorrer da decisão sobre convênio sem licitação em 2006, já que processo está em 1ª instância

Rio de Janeiro|Rafaela Oliveira, do R7*

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Justiça condena Cesar Maia por improbidade administrativa
Justiça condena Cesar Maia por improbidade administrativa

A 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou o ex-prefeito e atual vereador Cesar Maia (DEM) por outro processo de improbidade administrativa. Desta vez, é referente à celebração de um convênio sem licitação entre a Secretaria municipal de Esportes e Lazer e a Associação Cultural Amigos do Agito, em 2006. O contrato foi estimado em R$ 366.163,44. 

Neste processo, também foram condenados o ex-secretário de esportes Gustavo Coimbra Coelho Cintra e o servidor Adilson Ribeiro de Lima. Todos terão que ressarcir o prejuízo efetivamente sofrido pelo Estado, incluindo uma multa correspondente a duas vezes o valor do dano apurado.

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Para o R7, o vereador Cesar Maia informou que vai recorrer da decisão, já que o processo está em 1ª instância. "Fui surpreendido, pois era prefeito", afirmou. 

O processo

De acordo com o TJ-RJ, a iniciativa teria como finalidade incentivar práticas esportivas em bairros da zona oeste da cidade, como Bangu e Padre Miguel. No entanto, a investigação revelou que todos os locais em que o projeto foi executado eram em áreas de atuação política do então deputado estadual Marcelino D'Almeida, correligionário de Cesar Maia.

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Além disso, na folha do pessoal contratado pela tal associação figuravam a irmã (Marlene Ottan D'Almeida) e a sobrinha (Marcia D'Almeida Vianna) de Marcelino. 

Quanto à associação envolvida no caso, proibi-se contratos com o Poder Público ou recebimento de benefícios fiscais, bem como de qualquer outra ordem pelo prazo de cinco anos.

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Outra condenação

Em junho do ano passado, Cesar Maia teve outra condenação por improbidade administrativa pela 1ª Vara de Fazenda Pública do Rio. O caso envolve a contratação sem licitação da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, por R$ 1,2 milhão, para a série inaugural de concertos da Cidade da Música, em 2008.

A sentença decretou a perda do cargo público e dos direitos políticos por oito anos do vereador. Ainda cabe recurso.

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

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