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UFRJ decide parar na segunda-feira e 54 mil alunos ficarão sem aulas

Crise na universidade ocorre devido à falta de pagamento dos profissionais terceirizados

Rio de Janeiro|Da Agência Brasil

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Reitoria da UFRJ foi ocupada por alunos na última quinta-feira (14)
Reitoria da UFRJ foi ocupada por alunos na última quinta-feira (14)

A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) suspenderá as aulas em todas as unidades na segunda-feira (18). O reitor da universidade, Carlos Levi, disse na sexta-feira (15), após reunião com decanos e alunos da UFRJ, que, caso persista a falta de pagamento dos terceirizados, a paralisação das aulas pode ser ampliada. A decisão afeta cerca de 54 mil alunos. Eles ficarão sem aulas por pelo menos um dia.

Durante a reunião, os decanos tentaram manter a continuidade das aulas, mas a pressão dos alunos resultou na suspensão por 24 horas. A representante do DCE (Diretório Central Estudantil), Helena Martins, informou que os estudantes querem aulas, mas as condições oferecidas aos trabalhadores terceirizados não permitem.


— Não é possível retomar as aulas enquanto houver trabalho análogo à escravidão.

Para o reitor, a falta de pagamento dos terceirizados é culpa das empresas contratadas pela universidade.


— Para reverter a situação dos pagamentos, é preciso que as empresas honrem com seus compromissos.

Na segunda-feira, às 11h, está marcada uma audiência no MPT (Ministério Público do Trabalho) para resolver a questão. Ele afirmou que a prioridade é recuperar o pagamento dos trabalhadores terceirizados.


Vice-presidenta da Associação dos Trabalhadores Terceirizados da UFRJ, Terezinha da Costa disse que se os terceirizados trabalham, devem receber salários e não depender de esmolas. Para Terezinha, a terceirização tem de acabar.

De acordo com Carlos Levi, a ocupação da reitoria pelos alunos acabou sendo positiva pelos desdobramentos que ela provocou. Ele reconheceu como correta a insistência dos estudantes em aprovar o segundo edital de assistência estudantil a universitários de baixa renda.


— Estou muito satisfeito com os resultados e desdobramentos das políticas de assistência em minha gestão.

O reitor acrescentou que as obras no alojamento estudantil devem estar concluídas em outubro deste ano. Sobre a demanda dos restaurantes universitários no campus da Praia Vermelha e de Macaé, ele firmou o compromisso de contratar a pró-reitoria de governança para acelerar os pregões dos bandejões.

Levi adiantou que esses bandejões serão construídos em módulos (contêineres). A alegação para opção pelos módulos é a urgência da pauta, uma vez que a promessa de entrega era para o início do primeiro semestre de 2015. Para os campi do Centro, Levi disse que a alternativa pode ser convênios com restaurantes próximos.

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