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Um mês após explosão, moradores de prédio em São Conrado ainda não podem voltar para casa

Segundo moradores, prazo para liberação do prédio não foi estipulado 

Rio de Janeiro|Do R7

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Prédio não tem prazo para ser liberado para os moradores
Prédio não tem prazo para ser liberado para os moradores

Um mês após a explosão de um apartamento em São Conrado, na zona sul do Rio, os moradores do edifício ainda não podem voltar para casa. A moradora Suzana Galdeano contou que nesse período ela já ficou em seis casas diferentes. Ainda segundo Suzana, ela não está conseguindo encontrar nenhum aluguel compatível com a renda da família, nem mesmo em São Conrado, onde morava com a mãe e o filho.

— O dia a dia é todo diferente por mais que os familiares recebam a gente com carinho. Ninguém que ficar na casa de ninguém hospedado. Inclusive sem previsão. A gente tá precisando voltar para casa para sobreviver.


O apartamento de Suzana fica no terceiro andar do edifício e não sofre danos, mas como o prédio segue interditado, sem luz, gás e água, ninguém pode voltar para casa.

Suzana também contou que o prédio não tem prazo para ser liberado e as contas estão mais caras.


— Nós pagávamos mil, agora, nós temos que pagar dois mil. E na verdade foi a primeira coisa estipulada. Não foi estipulado nenhum prazo, nenhuma condição para as obras, mas a cota extra já foi cobrada.

Em nota, a Light disse que nenhum momento desligou a energia do local. Já a administração do prédio afirma que entrou em contato diversas vezes com a Light, e inclusive há um pedido na ouvidoria da concessionária.


Há poucos dias, os moradores voltaram aos apartamentos com os inspetores da seguradora para fazer uma revisão dos danos causados aos imóveis e mesmo os apartamentos que não sofreram danos ainda não podem ser habitados.

O apartamento de Ana Lúcia fica no 13º andar. A moradora conta que não se conforma em deixar tudo para trás.


— É muito doloroso. Você sente falta da sua rotina.

Em nota, a seguradora responsável pelo prédio informou que está trabalhando em conjunto com engenheiros e advogados contratados pela administração do edifício para agilizar a avaliação do que será necessário para recuperação do prédio.

Relembre o caso 

Uma explosão provocou destruição em um prédio em São Conrado, zona sul do Rio, na manhã desta segunda-feira (18). Segundo os Bombeiros, a explosão ocorreu em um dos andares do edifício e houve estragos em diversos apartamentos. A corporação foi acionada por volta das 5h55. Quatro moradores ficaram feridos, mas apenas um foi encaminhado para o hospital. Markos B. Maria Miller, de 51 anos, está internado no Hospital Miguel Couto, na Gávea, zona sul.

Na quarta-feira (27), a Polícia Civil concluiu que a explosão foi um acidente. No dia anterior, Muller foi gravado por câmeras de segurança do condomínio chegando em casa com um "rabicho" de aquecedor de gás em uma sacola. O problema teria sido causado em razão de má instalação do equipamento.

A investigação ainda concluiu que as feridas no corpo da vítima foram causadas por estilhaços de vidro decorrentes da explosão. A polícia chegou a investigar as hipóteses de tentativa de suicídio e assalto. A suspeita foi levantada após o médico que estava tratando do alemão no Hospital Miguel Couto ter dito ao delegado que ele teria supostas marcas de facadas por todo o corpo.

Na quinta-feira (28), dez dias depois do acidente, o alemão que ficou gravemente ferido na explosão do apartamento em São Conrado morreu. Markus Muller estava internado no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, zona oeste do Rio, e não resistiu aos ferimentos.

Como um terremoto

Segundo relatos de moradores, o impacto se assemelhou à sensação de um "terremoto". Alguns pensavam que se tratava de uma explosão nas obras de extensão do metrô, próximas ao local. A arquiteta Elizabeth Rego Monteiro, de 60 anos, acordou com o barulho.

— A janela do meu quarto foi parar em cima da minha cama. Achei que era explosão no posto.

O engenheiro da Defesa Civil Luís Moreira Alves afirmou nesta terça-feira (19) que a desinterdição total do edifício só deverá ocorrer depois de o condomínio fazer todas as obras de restauro elétrico, hidráulico e de gás

Assista ao vídeo:

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