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“Vão para a rua. Doa a quem doer”, diz Beltrame sobre possível envolvimento de PMs no sumiço de Amarildo

GPS das viaturas da PM da Rocinha estavam inoperantes quando o pedreiro sumiu

Rio de Janeiro|Do R7

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Caso as investigações da Divisão de Homicídios comprovem que policiais militares estão envolvidos no desaparecimento do pedreiro Amarildo Dias, como denunciam moradores da Rocinha, o Secretário Estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, irá tomar medidas drásticas. À rádio CBN, ele afirmou que não irá pensar duas vezes antes de exonerar qualquer agente, independentemente da patente atingida na corporação. Amarildo não é visto há cerca de 20 dias, desde que foi abordado por PMs da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da comunidade da zona sul.

— O dia que eu tiver o convencimento de que PMs estão envolvidos, eles vão para a rua e vão responder na Justiça por isso. Nossa luta é identificar e substanciar provas para afastar as especulações e saber o que houve. Doa a quem doer, no momento que tivermos a confirmação de quem fez alguma coisa, essa pessoa vai ser entregue à Justiça.


Durante as investigações, a polícia descobriu que câmeras instaladas na frente da UPP e o GPS das viaturas não estavam funcionando no dia 14 de julho, quando Amarildo sumiu. Beltrame disse estar aguardando o laudo técnico dos equipamentos, o que pode ajudar a elucidar o caso.

— Estou esperando para saber como isso aconteceu. Se foi problema técnico, queda de energia [o que pode danificar os equipamentos], enfim. Temos de saber o que realmente aconteceu, descobrir porque câmeras e GPS estavam inativos.


Novas pistas e protesto

Dois telefones celulares apreendidos surgiram como novas pistas para esclarecer o desaparecimento de Amarildo. A polícia investiga dois aparelhos apreendidos durante a operação na qual o pedreiro foi abordado por policiais da UPP. Um dos celulares caiu do bolso de um traficante e o outro seria de um casal de moradores da comunidade.


Durante um ocorrido na sede do Ministério Público, quinta-feira (1º), no centro do Rio, a família de Amarildo disse que a convivência com os policias da UPP sempre foi difícil. Os filhos dele voltaram a afirmar que temem pela segurança, mas que não querem fazer parte do serviço de proteção a testemunhas.

Denúncias anônimas foram passadas à polícia com informação de que um corpo foi retirado da comunidade em um caminhão de lixo. Os agentes procuraram em um depósito no Caju (zona norte), mas nada foi encontrado. Outros lixões serão vasculhados.

Na noite de quinta-feira (2), moradores da Rocinha fecharam o túnel Zuzu Angel em protesto contra a falta de informação sobre Amarildo. A manifestação deu um nó no trânsito de parte da zona sul.

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