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Vítima de queda de marquise rezou antes de morrer, diz testemunha

Cristiano César teve traumatismo craniano e morreu após queda de reboco

Rio de Janeiro|Do R7

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Cristiano César Coutinho sofreu traumatismo craniano após queda de marquise em Madureira, zona norte do Rio
Cristiano César Coutinho sofreu traumatismo craniano após queda de marquise em Madureira, zona norte do Rio

Cristiano César Coutinho Henrique, funcionário da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) que morreu na noite de quarta-feira (9) após a queda de uma marquise em Madureira, zona norte do Rio, teria rezado antes de um pedaço de concreto cair sobre ele. Lucas Silva, morador do bairro que ajudou no resgate das vítimas, contou à reportagem do RJ no Ar que o homem rezava e pedia a presença da família.

— Depois que a marquise caiu eu corri pra ver se tinha alguém. Tinha uma senhora e o rapaz. Eu entrei por uma fissura e comecei a conversar com ele. Parece que ele sentiu alguma coisa, começou a rezar e caiu um pedaço de concreto em cima dele.


A queda da marquise da loja Citycol pode ter sido causada por excesso de peso e falta de manutenção, segundo confirmou ao R7 o subcomandante da Defesa Civil, Márcio Mota. Segundo ele, sobre a marquise estavam depositados equipamentos.

Já a Polícia Civil investiga se uma obra no interior da loja poderia ter relação com a queda da cobertura. Segundo Mota, se o excesso de peso for confirmado, os donos do prédio serão responsabilizados. Uma perícia complementar de engenharia foi realizada no local nesta quinta (10). O resultado do laudo sairá em até 30 dias.


A Defesa Civil interditou o prédio. Em nota, a empresa lamentou o acidente e disse que vai colaborar com as investigações.

O local não possuía placa com informações sobre as obras e o engenheiro responsável também não foi localizado. Segundo o Corpo de Bombeiros, a loja, próxima à quadra da escola de samba Império Serrano, estaria passando por reformas internas e a marquise não estaria incluída na obra.


Cristiano César morreu no local com traumatismo craniano e sete pessoas ficaram feridas, incluindo dois bombeiros que auxiliavam no resgate de vítimas. Dos sete feridos, cinco continuavam internados na manhã desta quinta.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, Cristiane Lopes Fernandes e Mislene Moura Barbosa foram atendidas, passaram por exames e receberam altas. Já Natalina Miranda Gonçalves Silva está lúcida e segue em observação. A Secrtaria Municipal de Saúde informou que Rosângela Alves Rocha Teixeira sofreu traumatismo craniano leve e também segue em observação. Jaciara Alves Barros teve escoriações e recebeu alta.


Os bombeiros feridos estão internados no hospital da corporação, localizado no Rio Comprido. Eles se encontram estáveis. De acordo com o Corpo de Bombeiros, um dos militares sofreu deslocamento de fêmur e quadril, mas não informou se há necessidade de cirurgia.

Veja a reportagem:

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