Logo R7.com
RecordPlus

“Vivemos um período de retrocesso”, diz secretário de Direitos Humanos sobre morte de aluno da UFRJ

Corpo de Diego Vieira Machado foi encontrado na Baía de Guanabara

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Morte de Diego é investigada por Divisão de Homicídios da capital
Morte de Diego é investigada por Divisão de Homicídios da capital

O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo, classificou como grave a morte do estudante Diego Vieira Machado, de 24 anos. Diego foi encontrado morto na noite de sábado (2) às margens da Baía de Guanabara, próximo ao campus Fundão da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Para Melo, a confirmação do crime de homofobia, como apontam os amigos, irá provar que vivemos um período de retrocesso.

— Se confirmar que se trata de um crime de homofobia será a confirmação de que vivemos um período de retrocesso na garantia dos direitos civis da população LGBT.


A pasta acompanha as investigações junto à Polícia Civil e recomendou à Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e à Subsecretaria de Direitos Humanos empenho para atender amigos e familiares de Diego. O secretário também cita outros crimes de cunho homofóbico acontecidos no Estado do Rio.

— Somente no mês de junho foram sete assassinatos contra esta população e, alguns, com viés de homofobia. É preciso trabalhar intensamente pelo fim de qualquer tipo de preconceito no estado do Rio de Janeiro, seja por credo, cor ou orientação sexual.


Melo ressalta que acredita no trabalho da Divisão de Homicídios e na prisão dos responsáveis pelo crime.

Aprendeu a lutar


Diego era um experiente lutador e conhecia muitas técnicas de artes marciais, como judô e caratê, além de defesa pessoal, segundo a amiga Pérola. Ela também é estudante da UFRJ e amiga de Diego.

— Ele era forte e lutava muito bem. Ele sabia que poderia ser vítima de algum ataque homofóbico ou racista e, por isso, se dedicava às artes marciais.


De acordo com Pérola, a preocupação de Diego tinha fundamento.

— Já tentaram cortar o cabelo dele à força e o clima de aversão e perseguição contra negros, gays e lésbicas é grande. Não sei apontar quem são, até porque quero distância dos racistas, mas existe sim muito conservadorismo reacionário dentro e fora do ambiente acadêmico.

Diego também se preocupava com a segurança dos amigos.

— Ele fez questão de me ensinar algumas técnicas de defesa pessoal. Ele me ensinou os golpes necessários para me defender em caso de ataque. Sou negra e ele sabia o quanto o racismo está crescendo dentro da UFRJ.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.