Rio de Janeiro Witzel se defende de acusações de corrupção: 'Preparado para guerra'

Witzel se defende de acusações de corrupção: 'Preparado para guerra'

Governador alvo de denúncias usou as redes sociais para afirmar que está 'incomodando muita gente ligada ao crime organizado e às máfias'

  • Rio de Janeiro | Lucas Ferreira, do R7*

Witzel ganhou quadro com balas de fuzil do Bope, em 2019

Witzel ganhou quadro com balas de fuzil do Bope, em 2019

Divulgação/Governo do Estado/Carlos Magno

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, declarou na manhã desta quarta-feira (15) que é “preparado para guerra” ao se defender de suspeitas de corrupção que cercam o Governo do Estado. Ainda segundo o chefe do poder executivo estadual, “muita gente ligada ao crime organizado e às máfias” estão incomodadas com a sua gestão.

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“Sou preparado para guerra, seja no campo de batalha ou nos tribunais. Eu governo o Rio de Janeiro com ética e transparência para fazer o melhor pela população fluminense e não compactuo com qualquer desvio de conduta”, afirmou Witzel no Twitter.

O governo do Rio de Janeiro é alvo de uma série de denúncias de corrupção na área da saúde, com prejuízo estimado ao Estado estimado em cerca de R$ 1 bilhão em contrato firmado com o Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde).

Segundo Witzel, ele era conhecido como um juiz “linha dura” e isto teria incomodado pessoas ligadas ao crime organizado do Rio de Janeiro.

“Continuaremos combatendo a corrupção. Fui um juiz linha dura e isso, infelizmente, está incomodando muita gente ligada ao crime organizado e às máfias que atuam no Estado. Por que será que alguns não querem um ex-juiz governando o Estado?”

Na última terça-feira (14), a imprensa divulgou que o ex-secretário de Saúde do governo Witzel, Edmar Santos, preso por suspeita de desvio de verbas do combate ao novo coronavírus, teria firmado um acordo com a PGR (Procuradoria Geral da República). Um dos principais alvos da delação seria o atual governador do RJ.

Além das possíveis denúncias de Santos, Witzel e esposa, a primeira-dama Helena Witzel, foram alvos da operação Placebo, que também investiga a corrupção na área da saúde. O governador ainda passa por um processo de impeachment na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

“Todas essas acusações levianas que estão sendo feitas contra mim é por parte de gente que não quer um juiz governando o Estado do Rio de Janeiro. Não sou ladrão e não deixarei que corruptos e ladrões estejam no meu governo”, disse Witzel, que concluiu o desabafo pedido a confiança da população fluminense no combate à corrupção.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Paulo Guilherme

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